DH 1515
5. Se alguém nega que pela graça de Jesus Cristo, nosso Senhor, conferida no batismo, é tirada a condição de réu <proveniente> do pecado original, ou sustenta que tudo o que tem verdadeiro e próprio caráter de pecado não é tirado, mas apenas rasurado 1 ou não imputado: seja anátema. Pois naqueles que renasceram, Deus não encontra nada para odiar, porque não há nenhuma condenação [Rm 8,1] para aqueles que “mediante o batismo foram verdadeiramente sepultados com Cristo na morte” [Rm 6,4], os quais “não caminham segundo a carne” [Rm 8,1], mas despojados do homem velho e revestidos do novo, criado segundo Deus [Ef 4 22,24; Col 3,9s] se tornaram inocentes, imaculados, puros, sem mancha, filhos diletos de Deus, “herdeiros de Deus e co-herdeiros de Cristo” [Rm 8,17]; de modo que absolutamente nada os impede de entrar no céu. Este santo Sínodo professa e retém contudo que nos batizados permanece a concupiscência ou o combustível; mas, sendo esta deixada para o combate, não pode prejudicar os que não lhe dão consentimento e que a ela opõem virilmente resistência com a graça de Jesus Cristo. Antes, “não recebe a coroa senão quem tiver lutado segundo as regras” [2Tm 2,5]. Esta concupiscência, que algumas vezes o Apóstolo chama “pecado” [cf. Rm 6,12-15; 7,7.14- 20], a Igreja católica nunca entendeu – assim declara o santo Sínodo – que seja chamada “pecado” no sentido de, nos regenerados, ser verdadeira e propriamente pecado, mas porque tem origem no pecado e inclina ao pecado. Se alguém opinar o contrário: seja anátema. 399
5. Si quis per Iesu Christi Domini nostri gratiam, quae in baptismate confertur, reatum originalis peccati remitti negat, aut etiam asserit, non tolli totum id, quod veram et propriam peccati rationem habet, sed illud dicit tantum radi 1 aut non imputari: anathema sit. In renatis enim nihil odit Deus, quia “nihil est damnationis iis” [Rm 8,1], qui vere “consepulti sunt cum Christo per baptisma in mortem” [Rm 6,4], qui “non secundum carnem ambulant” [Rm 8,1], sed veterem hominem exuentes et novum, qui secundum Deum creatus est, induentes [cf. Eph 4,22-24; Col 3,9s], innocentes, immaculati, puri, innoxii ac Deo dilecti filii effecti sunt, “heredes quidem Dei, coheredes autem Christi” [Rm 8,17], ita ut nihil prorsus eos ab ingressu caeli remoretur. Manere autem in baptizatis concupiscentiam vel fomitem, haec sancta Synodus fatetur et sentit; quae cum ad agonem relicta sit, nocere non consentientibus et viriliter per Christi Iesu gratiam repugnantibus non valet. Quin immo “qui legitime certaverit, coronabitur” [2 Tim 2,5]. Hanc concupiscentiam, quam aliquando Apostolus “peccatum” [cf. Rm 6,12- 15; 7,7 14-20] appellat, sancta Synodus declarat, Ecclesiam catholicam numquam intellexisse, peccatum appellari, quod vere et proprie in renatis peccatum sit, sed quia ex peccato est et ad peccatum inclinat. Si quis autem contrarium senserit: anathema sit.