DH 1643
Não há, pois, razão de duvidar que todos os fiéis cristãos, segundo o costume recebido desde sempre na Igreja católica, devem render, na veneração deste santíssimo sacramento, o culto de adoração, devido ao verdadeiro Deus [cân. 6]. Nem se deve adorar menos pelo fato de ter sido instituído pelo Cristo Senhor como alimento [cf. Mt 26,26ss]. Pois cremos presente nele aquele mesmo Deus de quem o Pai eterno disse, introduzindo-o no mundo: “Adorem-no todos os anjos de Deus” [Hb 1,6; do Sl 97,7], a quem os magos prostrados adoraram [cf. Mt 2,11], de quem finalmente a Escritura testemunha que foi adorado pelos Apóstolos na Galiléia [cf. Mt 28,17].
Nullus itaque dubitandi locus relinquitur, quin omnes Christi fideles pro more in catholica Ecclesia semper recepto latriae cultum, qui vero Deo debetur, huic sanctissimo sacramento in veneratione exhibeant [can. 6]. Neque enim ideo minus est adorandum, quod fuerit a Christo Domino, ut sumatur [cf. Mt 26,26-29], institutum. Nam illum eundem Deum praesentem in eo adesse credimus, quem Pater aeternus introducens in orbem terrarum dicit: “Et adorent eum omnes Angeli Dei” [Hbr 1,6; ex Ps 96,7], quem Magi procidentes adoraverunt [cf. Mt 2,11], quem denique in Galilaea ab Apostolis adoratum fuisse Scriptura testatur [cf. Mt 28,17; Lc 24,52].