DH 1668
Se em todos os regenerados houvesse tal gratidão para com Deus que conservassem constante- 426 mente a justiça recebida no batismo por benefício e graça sua, não seria necessário outro sacramento instituído para remissão dos pecados, diferente deste [cân. 2]. Mas como “Deus, rico em misericórdia” [Ef 2,4] “conheceu a fragilidade de nossa origem” [Sl 103,14], quis também conceder um remédio vivificante aos que se entregassem de novo à escravidão do pecado e ao poder do demônio, a saber: o sacramento da penitência [cân. 1], pelo qual se aplica o benefício da morte de Cristo aos que caem depois do batismo.
Si ea in regeneratis omnibus gratitudo erga Deum esset, ut iustitiam in baptismo ipsius beneficio et gratia susceptam constanter tuerentur, non fuisset opus, aliud ab ipso baptismo sacramentum ad peccatorum remissionem esse institutum [can. 2]. Quoniam autem “Deus, dives in misericordia” [Eph 2,4], “cognovit figmentum nostrum” [Ps 102,14], illis etiam vitae remedium contulit, qui sese postea in peccati servitutem et daemonis potestatem tradidissent, sacramentum videlicet paenitentiae [can. 1], quo lapsis post baptismum beneficium mortis Christi applicatur.