Denzinger · DH 1678

DH 1678

Quanto à c o n t r i ç ã o i m p e r f e i t a [cân. 5], chamada a t r i ç ã o , porque nasce ordinariamente da consideração da torpeza do pecado ou do temor do inferno e dos castigos, se com a esperança do perdão excluir a vontade de pecar, <o santo Sínodo> declara que ela não somente não torna o homem hipócrita e mais pecador [cf. *1456], mas também que é dom de Deus e moção do Espírito Santo, que na realidade ainda não habita no homem penitente, mas somente o move; e ajudado por ele, o penitente se dispõe a alcançar a amizade de Deus no sacramento da penitência. Foi abalados por este temor salutar que os ninivitas fizeram penitência perante a aterradora pregação de Jonas e alcançaram a misericórdia do Senhor [cf. Jn 3]. Por isso, é falsamente que alguns caluniam os autores católicos como se ensinassem que o sacramento da penitência confere a graça sem nenhum movimento bom por parte daqueles que o recebem: isso, a Igreja de Deus jamais o ensinou nem creu. Mas também ensinam falsamente que a contrição é extorquida e forçada, não livre e voluntária [cân. 5]. Cap. 5. A confissão

Latim

Illam vero contritionem i m p e r f e c t a m [can. 5], quae a t t r i t i o dicitur, quoniam vel ex turpitudinis peccati consideratione vel ex gehennae et poenarum metu communiter concipitur, si voluntatem peccandi excludat cum spe veniae, declarat non solum non facere hominem hypocritam et magis peccatorem [cf. *1456], verum etiam donum Dei esse et Spiritus Sancti impulsum, non adhuc quidem inhabitantis, sed tantum moventis, quo paenitens adiutus viam sibi ad iustitiam parat. Et quamvis sine sacramento paenitentiae per se ad iustificationem perducere peccatorem nequeat, tamen eum ad Dei gratiam in sacramento paenitentiae impetrandam disponit. Hoc enim timore utiliter concussi Ninivitae ad Ionae praedicationem plenam terroribus paenitentiam egerunt et misericordiam a Domino impetrarunt [cf. Ion 3]. Quamobrem falso quidam calumniantur catholicos scriptores, quasi tradiderint, sacramentum paenitentiae absque bono motu suscipientium gratiam conferre, quod numquam Ecclesia Dei docuit nec sensit. Sed et falso docent contritionem esse extortam et coactam, non liberam et voluntariam [can. 5]. Cap. 5. De confessione

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