DH 1986
Creio também, acolho e confesso tudo o que o sagrado Sínodo ecumênico de Florença definiu e declarou sobre a união das Igrejas ocidental e oriental, a saber: que o E s p í r i t o S a n t o é eternamente <proveniente> d o P a i e d o F i l h o ; e que tem a sua essência e o seu ser subsistente do Pai e simultaneamente do Filho, e que eternamente procede de ambos como de um único princípio e por uma única espiração; o que dizem os santos Doutores e os Padres, que o Espírito Santo procede do Pai pelo Filho conduz a esta compreensão, com a qual se quer dizer que também o F i l h o é, s e g u n d o o s g r e g o s , causa, s e g u n d o o s l a t i n o s , princípio de subsistência do Espírito Santo, da mesma maneira que o Pai. Como tudo que é do Pai, exceto o ser Pai, ele o deu a seu Filho unigênito, gerando-o, também isto, que o Espírito Santo procede do Filho, o Filho o tem eternamente do Pai, pelo qual foi também gerado eternamente. <Creio também que> as palavras explicativas “Filioque” foram licitamente e com razão acrescentadas ao Símbolo, em função da explicação da verdade e por iminente necessidade naquela ocasião. … do Concílio de Florença *1303 1307]
Credo etiam, suscipio atque profiteor ea omnia, quae sacra oecumenica Synodus Florentina super unione occidentalis et orientalis Ecclesiae definivit et declaravit, videlicet quod S p i r i t u s S a n c t u s a P a t r e e t F i l i o aeternaliter est; et essentiam suam suumque esse subsistens habet ex Patre simul et Filio, et ex utroque aeternaliter, tamquam ab uno principio et unica spiratione procedit; cum id, quod sancti Doctores et Patres dicunt, ex Patre per Filium procedere Spiritum Sanctum, ad hanc intelligentiam tendat, ut per hoc significetur, F i l i u m quoque esse s e c u n d u m G r a e c o s quidem causam, s e c u n d u m L a t i n o s vero principium subsistentiae Spiritus Sancti, sicut et Patrem. Cumque omnia quae Patris sunt, ipse Pater unigenito Filio suo gignendo dederit, praeter esse Patrem, hoc ipsum quod Spiritus Sanctus procedit ex Filio, ipse Filius a Patre aeternaliter habet, a quo aeternaliter etiam genitus est. Illamque verborum illorum “Filioque” explicationem, veritatis declarandae gratia, et imminente tunc necessitate, licite ac rationabiliter Symbolo fuisse appositam. … [Segue o texto do decreto de união para os gregos