DH 2214
14. Aquele que se submeteu à vontade divina não deve mais pedir a Deus coisa alguma, porque o pedir é imperfeição, por ser um ato de vontade e escolha própria, e é um querer que a divina vontade se conforme à nossa e não, ao invés, a nossa à divina; e <a frase> do evangelho: “Pedi e recebereis” [Jo 16,24] não foi dita por Cristo para as almas interiores, que não querem ter vontade; antes, as almas de tal gênero chegam ao ponto de não poder pedir nada a Deus.
14. Qui divinae voluntati resignatus est, non convenit, ut a Deo rem aliquam petat; quia petere est imperfectio, cum sit actus propriae voluntatis et electionis, et est velle, quod divina voluntas nostrae conformetur, et non quod nostra divinae: et illud Evangelii: “Petite et accipietis” [Io 16,24], non est dictum a Christo pro animabus internis, quae nolunt habere voluntatem; immo huiusmodi animae eo perveniunt, ut non possint a Deo rem aliquam petere.