DH 2253
53. Para reconhecer na prática se em outras pessoas qualquer ação tenha sido uma violência, o critério que tenho a este respeito não são somente as afirmações daquelas almas que asseguram não ter de modo algum consentido às referidas violências ou não podem jurar que nelas tenham consentido, e a constatação de que são almas que progridem na via interior; mas eu assumiria o critério de um certa luz atual, superior ao conhecimento humano e teológico, que me faz conhecer seguramente, com interior certeza, que determinada ação é violenta; e estou certo de que aquela luz vem de Deus, porque chega a mim unida à certeza que provém de Deus e não me deixa nenhuma sombra de dúvida em contrário; do mesmo modo no qual às vezes acontece que Deus, enquanto revela alguma coisa, ao mesmo tempo torna a alma certa de que é ele mesmo quem revela e a alma não pode duvidar em contrário.
53. Ad cognoscendum in praxi, an aliqua operatio in aliis personis fuerit violentia regula, quam de hoc habeo, nedum sunt protestationes animarum illarum, quae protestantur, se dictis violentiis non consensisse aut iurare non posse, quod in iis consenserint, et videre quod sint animae, quae proficiunt in via interna; sed regulam sumerem a lumine quodam actuali, cognitione humana ac theologica superiori, quod me certo cognoscere facit cum interna certitudine, quod talis operatio est violenta: et certus sum, quod hoc lumen a Deo procedit, quia ad me pervenit coniunctum cum certitudine, quod a Deo proveniat, et mihi nec umbram dubii relinquit in contrarium: eo modo, quo interdum contingit, quod Deus aliquid revelando eodem tempore animam certam reddit, quod ipse sit, qui revelat, et anima in contrarium non potest dubitare.