Denzinger · DH 226

DH 226

Cân. 4. Igualmente: Quem disser que esta mesma graça de Deus mediante nosso Senhor Jesus Cristo nos ajuda a não pecar somente porque, por meio dela, nos é revelada e aberta a compreensão dos mandamentos, para que saibamos o que devemos desejar e o que evitar, não porém que por ela nos é concedido também amar e conseguir fazer quanto reconhecemos dever fazer, seja anátema. De fato, já que o apóstolo diz: “A ciência incha, a caridade, porém, edifica” [1Cor 8,1], é grande falta de piedade crermos ter a graça de Cristo para o que incha e não tê-la para o que edifica, pois ambas as coisas são dom de Deus, tanto o saber o que devemos fazer quanto o amar para fazê-lo, a fim de que, graças à caridade que edifica, a ciência não nos possa inchar. Como, porém, a respeito de Deus está escrito: “Quem ensina ao homem a ciência” [Sl 94,10], assim também está escrito: “A caridade vem de Deus” [1Jo 4,7]. 85

Latim

Can. 4. Item, quisquis dixerit, eandem gratiam Dei per Iesum Christum Dominum nostrum propter hoc tantum nos adiuvare ad non peccandum, quia per ipsam nobis revelatur et aperitur intellegentia mandatorum, ut sciamus, quid appetere, quid vitare debeamus, non autem per illam nobis praestari, ut quod faciendum cognoverimus, etiam facere diligamus atque valeamus, anathema sit. Cum enim dicat Apostolus: “Scientia inflat, caritas vero aedificat” [1 Cor 8,1], valde impium est, ut credamus, ad eam quae inflat nos habere gratiam Christi, et ad eam, quae aedificat, non habere, cum sit utrumque donum Dei, et scire, quid facere debeamus, et diligere, ut faciamus, ut aedificante caritate scientia nos non possit inflare. Sicut autem de Deo scriptum est: “Qui docet hominem scientiam” [Ps 93,10] ita etiam scriptum est: “Caritas ex Deo est” [1 Io 4,7].

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