DH 2760
3) Deve-se aprovar o procedimento dos confessores que, para não ofender as pessoas casadas, não as interrogam sobre o modo com que fazem uso dos direitos do matrimônio? Respostas: Ad 1) Dado que toda desordem do ato procede da malícia do homem, que, ao invés de completá-lo se retrai e ejacula fora da vagina, por este motivo, a esposa, segundo o ensino de teólogos comprovados, se depois das devidas exortações não consegue nada e o marido ao contrário insiste, ameaçando pancadas ou morte, poderá simplesmente permitir, sem pecado, e isto por um grave motivo que a desculpa; pois a caridade com a qual teria de impedi-lo não obriga diante de tão grave dano. Ad 2) e 3) … o confessor relembre aquele dito: as coisas santas devem ser tratadas de modo santo; e também avalie as palavras do santo Afonso de Ligório, douto e experientíssimo destas coisas, que na Praxis confessariorum [cap. I], § 4 n. 41, diz: “Ora, a propósito dos pecados dos cônjuges quanto ao dever conjugal, ordinariamente falando, o confessor não é obrigado, e nem mesmo convém, interrogar a não ser as mulheres – no modo mais modesto possível – acerca do cumprimento … A respeito das outras coisas cale-se, a não ser que tenha sido interrogado”. E não deixe de consultar outros autores comprovados. dos enfermos
3) An probanda sit agendi ratio confessariorum, qui, ne coniugatos offendant, illos circa modum, quo iuribus matrimonii utuntur, non interrogant? Resp.: Ad 1) Cum tota actus deordinatio ex viri malitia procedat, qui, loco consummandi, retrahit se et extra vas effundit: ideo si mulier post debitas admonitiones nihil proficiat, vir autem instet minando verbera aut mortem, poterit ipsa, ut probati theologi docent, citra peccatum simpliciter permittere, idque ex gravi causa, quae eam excusat; quoniam caritas, qua illud impedire tenetur, cum tanto incommodo non obligat. Ad 2 et 3) … confessarius revocet in mentem adagium illud: sancta sancte esse tractanda; atque etiam verba perpendat S. Alphonsi de Ligorio, viri docti et harum rerum peritissimi, qui in Praxi confessariorum, [cap. I] § IV n. 41, inquit: “Circa autem peccata coniugum respectu ad debitum coniugale, ordinarie loquendo, confessarius non tenetur nec decet interrogare nisi uxores, an illud reddiderint, modestiori modo quo possit … De aliis taceat, nisi interrogatus fuerit”. Necnon alios probatos auctores consulere non omittat. 2762-2763: Resposta do S. Ofício, 14 set. 1842 Ed.: ACColon 232. A matéria da unção