DH 2851
O autor, de fato, em primeiro lugar ensina que a filosofia, quando entendida segundo sua noção exata, não só pode perceber e compreender aqueles dogmas cristãos que a razão natural tem em comum com a fé (isto é, como objeto comum da percepção), mas também aqueles que constituem essencial e propriamente a religião e a fé cristã, isto é, o próprio fim sobrenatural do homem e todas as realidades que a este se referem; e que também o sacrossanto mistério da encarnação do Senhor en- 622 tra no âmbito da razão humana e da filosofia, e que a razão, uma vez posto este objeto, pode, cientificamente, com seus próprios princípios, chegar até essas <realidades>. Também se, depois, o autor introduz alguma distinção entre uma e outra categoria de dogmas, atribuindo os últimos à razão com menor direito, todavia ensina clara e abertamente que também estes são compreendidos entre os que constituem a matéria verdadeira e própria da ciência e da filosofia.
Namque auctor in primis edocet, philosophiam, si recta eius habeatur notio, posse non solum percipere et intelligere ea christiana dogmata, quae naturalis ratio cum fide habet communia (tamquam commune scilicet perceptionis obiectum), verum etiam ea, quae christianam religionem fidemque maxime et proprie efficiunt, ipsumque scilicet supernaturalem hominis finem et ea omnia, quae ad ipsum spectant, atque sacratissimum Dominicae Incarnationis mysterium ad humanae rationis et philosophiae provinciam pertinere, rationemque, dato hoc obiecto, suis propriis principiis scienter ad ea posse pervenire. Etsi vero aliquam inter haec et illa dogmata distinctionem auctor inducat, et haec ultima minore iure rationi attribuat, tamen clare aperteque docet, etiam haec contineri inter illa, quae veram propriamque scientiae seu philosophiae materiam constituunt.