DH 3477
Este agnosticismo, porém, na doutrina dos modernistas, não constitui senão a parte negativa; a <parte> positiva acha-se toda na i m a n ê n c i a v i - t a l . Eis aqui o modo como eles passam de uma parte à outra. A religião, tanto a natural como a sobrenatural, é mister seja explicada como qualquer outro fato. Ora, destruída a teologia natural e impedido o acesso à revelação, ao rejeitar os motivos de credibilidade, é claro que não se pode procurar fora do homem essa explicação. Deve, pois, ser procurada no próprio homem; e visto que a religião não é senão uma forma da vida, a sua explicação se deve achar mesmo na vida do homem. Daí procede o princípio da imanência religiosa. Indo mais longe, a primeira moção, por assim dizer, de todo fenômeno vital, deve sempre ser atribuída a uma carência ou impulso; os primórdios, porém, falando mais especialmente da vida, devem ser atribuídos a algum movimento do coração, que se chama sentimento. Por conseguinte, como o objeto da religião é Deus, devemos concluir que a fé, princípio e base de toda a religião, se deve fundar num sentimento íntimo, nascido da carência do divino. 744 Ora, como essa carência do divino é sentida somente em certas circunstâncias propícias, não pode de per si pertencer ao âmbito da consciência; oculta-se, ao invés, primeiro debaixo da consciência, ou, como dizem com vocábulo tirado da filosofia moderna, no subconsciente. …
Hic tamen agnosticismus in disciplina modernistarum non nisi ut pars negans habenda est: positiva, ut aiunt, in i m m a n e n t i a v i t a l i constituitur. Harum nempe ad aliam ex altera sic procedunt. Religio, sive ea naturalis est sive supra naturam, ceu quodlibet factum explicationem aliquam admittat oportet. Explicatio autem, naturali theologia deleta adituque ad revelationem ob reiecta credibilitatis argumenta intercluso, immo etiam revelatione qualibet externa penitus sublata, extra hominem inquiritur frustra. Est igitur in ipso homine quaerenda: et quoniam religio vitae quaedam est forma, in vita omnino hominis reperienda est. Ex hoc immanentiae religiosae principium asseritur. Vitalis porro cuiuscumque phaenomeni, cuiusmodi religionem esse iam dictum est, prima veluti motio ex indigentia quapiam seu impulsione est repetenda: primordia vero, si de vita pressius loquamur, [598] ponenda sunt in motu quodam cordis, qui sensus dicitur. Eam ob rem, cum religionis obiectum sit Deus, concludendum omnino est, fidem, quae initium est ac fundamentum cuiusvis religionis, in sensu quodam intimo collocari debere, qui ex indigentia divini oriatur. Haec porro divini indigentia, quia non nisi certis aptisque in complexibus sentitur, pertinere ad conscientiae ambitum ex se non potest; latet autem primo infra conscientiam, seu, ut mutuato vocabulo a moderna philosophia loquuntur, in subconscientia. …