DH 3500
O fim que <o apologeta> se propõe é de conduzir o homem que ainda não crê, a sentir em si aquela experiência da religião católica que, segundo os princípios modernistas, é a única base da fé. … Para este fim é mister provar que a religião católica, como hoje existe, é absolutamente a mesma que Cristo fundou, ou seja, que ela é o progressivo desenvolvimento do germe a que Cristo deu origem, e não outra coisa. Convém, por conseguinte, antes de tudo, determinar qual seja esse germe. Pretendem eles fazê-lo pela seguinte fórmula: Cristo anunciou a vinda do reino de Deus, que devia realizar-se em breve e do qual ele seria o Messias, isto é, o executor e o organizador mandado por Deus. Depois disto convirá demonstrar como esse germe, sempre imanente e permanente na religião católica, devagar e a passo com a história se foi desenvolvendo e adaptando às sucessivas circunstâncias, assimilando vitalmente tudo o que nas mesmas lhe apresentavam de útil às formas doutrinais, cultuais, eclesiásticas; superando ao mesmo tempo os obstáculos, desbaratando os inimigos e sobrevivendo a toda sorte de contradições e embates. Depois que for mostrado como todas essas coisas, a saber, os obstáculos, os inimigos, as perse- 752 guições, os embates, bem como a vida e fecundidade da Igreja, foram tais que – embora na história da Igreja apareçam sem restrição as leis da evolução – não bastam para uma explicação cabal desta história, o incógnito estará à frente e se apresentará por si mesmo. Assim dizem eles. Contudo, em todo esse raciocinar há uma coisa que não percebem: que aquela determinação do germe primitivo é fruto exclusivo do apriorismo do filósofo agnóstico e evolucionista, e que o próprio germe é por ele definida tão gratuitamente que <de fato> está de acordo com sua causa. 18 nov. 1907 n. 270s / AnE 15 (1907) 435. da Comissão Bíblica
Finis, quem sibi assequendum praestituit, hic est: hominem fidei adhuc expertem eo adducere, ut eam de catholica religione experientiam assequatur, quae ex modernistarum scitis unicum fidei est fundamentum. … Ad hoc, ostendere necessum est, catholicam religionem, quae modo est, eam omnino esse, quam Christus fundavit, seu non aliud praeter progredientem eius germinis explicationem, quod Christus invexit. Primo igitur germen illud quale sit, determinandum. Idipsum porro hac formula exhiberi volunt: Christum adventum regni Dei nuntiasse, quod brevi foret constituendum, eiusque ipsum fore Messiam, actorem nempe divinitus datum atque ordinatorem. Post haec demonstrandum, qua ratione id germen, semper immanens in catholica religione ac permanens sensim ac secundum historiam sese [628] evolverit aptaritque succedentibus adiunctis, ex iis ad se vitaliter trahens quidquid doctrinalium, cultualium, ecclesiasticarum formarum sibi esset utile; interea vero impedimenta si quae occurrerent superans, adversarios profligans insectationibus quibusvis pugnisque superstes. Postquam autem haec omnia, impedimenta nimirum, adversarios, insectationes, pugnas itemque vitam fecunditatemque Ecclesiae id genus fuisse monstratum fuerit, ut, quamvis evolutionis leges in eiusdem Ecclesiae historia incolumes appareant, non tamen eidem historiae plene explicandae sint pares; incognitum coram stabit, suaque sponte se offeret. Sic illi. In qua tota ratiocinatione unum tamen non advertunt, determinationem illam germinis primigenii deberi unice apriorismo philosophi agnostici et evolutionistae, et germen ipsum sic gratis ab eis definiri, ut eorum causae congruat. 3503: Motu proprio “Praestantia Scripturae”, Ed.: ASS 40 (1907) 724s / Pio X, Acta 4, 234s / EnchB Autoridade das decisões