Denzinger · DH 3507

DH 3507

Pgt. 3: Pode-se admitir que os profetas, não só como corretores da maldade humana e pregoeiros da palavra divina para proveito dos ouvintes, mas também como anunciadores de coisas que aconteceriam no futuro, constantemente se dirigiam não a ouvintes futuros, mas a presentes e contemporâneos, de modo que podiam ser entendidos plenamente por estes; e portanto, que a segunda parte do Livro de Isaías (caps. 40–46), na qual o profeta não dirige sua consolação aos judeus contemporâneos de Isaías, mas aos judeus entristecidos no exílio babilônico, como se vivesse entre eles, não pode ter como autor o próprio Isaías, morto muito tempo antes, mas que se deve atribuí-la a algum profeta desconhecido que vivia no meio dos exilados? Resp.: Não.

Latim

Qu. 3: Utrum admitti possit, prophetas non modo tamquam correctores pravitatis humanae divinique verbi in profectum audientium praecones, verum etiam tamquam praenuntios eventuum futurorum, constanter alloqui debuisse auditores non quidem futuros, sed praesentes et sibi aequales, ita ut ab ipsis plane intelligi potuerint; proindeque secundam partem libri Isaiae (cap. XL-LXVI), in qua vates non Iudaeos Isaiae aequales, at Iudaeos in exilio Babylonico lugentes veluti inter ipsos vivens alloquitur et solatur, non posse ipsum Isaiam iamdiu emortuum auctorem habere, sed oportere eam ignoto cuidam vati inter exsules viventi assignare? Resp.: Negative.

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