Denzinger · DH 3848

DH 3848

Diferente, porém, é o modo pelo qual Cristo é oferecido. Na cruz, ele se ofereceu todo a Deus com os seus sofrimentos, e a imolação da vítima foi realizada por meio da morte cruenta livremente assumida. No altar, ao invés, por causa do estado glorioso de sua natureza humana, “a morte não tem mais domínio sobre ele” [Rm 6,9] e, por conseguinte, não é possível a efusão do sangue; mas, pelo desígnio da divina sabedoria, o sacrifício de nosso 842 Redentor é mostrado de modo admirável por sinais externos que remetem à morte. De fato, se pela “transubstanciação” do pão no corpo e do vinho no sangue de Cristo seu corpo está realmente presente, assim também o seu sangue; ora, as espécies eucarísticas sob as quais está presente simbolizam a cruenta separação do corpo e do sangue. Deste modo, o memorial de sua morte, que se deu na realidade no Calvário, repete-se em cada um dos altares, já que, por indícios diversos, se significa e se demonstra Jesus Cristo em estado de vítima. dos fiéis

Latim

Dissimilis tamen ratio est, qua Christus offertur. In cruce enim totum semet ipsum suosque Deo obtulit dolores; victimae vero immolatio per cruentam mortem libera voluntate obitam effecta est. In ara autem, ob gloriosum humanae naturae suae statum, “mors illi ultra non dominabitur” [Rm 6,9], ideoque sanguinis effusio haud possibilis est; verumtamen ex divinae sapientiae consilio Redemptoris nostri sacrificatio per externa signa, quae sunt mortis indices, mirando quodam modo ostenditur. Siquidem per panis “transsubstantiationem” in corpus vinique in sanguinem Christi, ut eius corpus reapse praesens habetur, ita eius cruor: eucharisticae autem species, sub quibus adest, cruentam corporis et sanguinis separationem figurant. Itaque memorialis demonstratio eius mortis, [549] quae reapse in Calvariae loco accidit, in singulis altaris sacrificiis iteratur, quandoquidem per distinctos indices Christus Iesus in statu victimae significatur atque ostenditur. O sacerdócio

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