DH 3852
Mas há uma razão mais profunda para se dizer que todos os cristãos oferecem, especialmente os que estão presentes ao altar. Para não dar ensejo a erros perigosos neste assunto importantíssimo, convém precisar o significado do próprio termo “oferecer”. A imolação incruenta, por meio da qual, depois de pronunciadas as palavras da consagração, Cristo está presente no altar em estado de vítima, é realizada só pelo sacerdote, enquanto representa a pessoa de Cristo, e não enquanto representa a pessoa dos fiéis. Colocando, pois, no altar a vítima divina, o sacerdote a apresenta a Deus Pai como oblação à glória da Santíssima Trindade e para o bem de toda a Igreja. Dessa oblação propriamente dita os fiéis participam do seu modo e por duplo motivo: porque oferecem o sacrifício não somente pelas mãos do sacerdote, mas também, de certo modo, junto com ele; e por esta participação, também a oblação feita pelo povo pertence ao mesmo culto litúrgico. …
At est etiam intima ratio, cur christiani omnes, ii praesertim qui altari adsunt, offerre dicantur. Qua in re gravissima ne perniciosus oriatur error, offerendi vocem propriae significationis terminis circumscribamus oportet. Incruenta enim illa immolatio, qua consecrationis verbis prolatis Christus in statu victimae super altare praesens redditur, ab ipso solo sacerdote perficitur, prout Christi personam sustinet, non vero prout christifidelium personam gerit. At idcirco quod sacerdos divinam victimam altari superponit, eamdem Deo Patri qua oblationem defert ad gloriam Sanctissimae Trinitatis et in bonum totius Ecclesiae. Hanc autem restricti nominis oblationem christifideles suo modo duplicique ratione participant: quia nempe non tantum per sacerdotis manus, sed etiam una cum ipso quodammodo Sacrificium [556] offerunt: qua quidem participatione, populi quoque oblatio ad ipsum liturgicum refertur cultum.