DH 3876
Por isso deve-se defender que a “revelação” divina é moralmente necessária, para que, no estado atual do gênero humano, todos possam conhecer com facilidade, com firme certeza e sem nenhum erro, as verdades religiosas e morais que não são por si inacessíveis à razão [*3005]. Ademais, por vezes, pode a mente humana encontrar dificuldades mesmo para formar juízo certo sobre a “credibilidade” da fé católica, não obstante os múltiplos e admiráveis indícios externos propiciados por Deus para se poder provar certamente, por meio deles, a origem divina da religião cristã, exclusivamente com a luz da razão. Com efeito, o homem, levado por preconceitos ou instigado pelas paixões e pela má vontade, não só pode negar a óbvia evidência desses sinais externos, mas também resistir às inspirações sobrenaturais que Deus infunde em nossas almas. da filosofia atual
Quapropter divina “revelatio” moraliter necessaria dicenda est, ut ea, quae in rebus religionis et morum rationi per se impervia non sunt, in praesenti quoque humani generis condicione, ab omnibus expedite, firma certitudine et nullo admixto errore cognosci possint [*3005]. Quin immo mens humana difficultates interdum pati potest etiam in certo iudicio “credibilitatis” efformando circa catholicam fidem, quamvis tam multa ac mira signa externa divinitus disposita sint quibus vel solo naturali rationis lumine divina christianae religionis origo certo probari possit. Homo enim sive praeiudicatis ductus opinionibus, sive cupidinibus ac mala voluntate instigatus, non modo externorum signorum evidentiae, quae prostat, sed etiam supernis afflatibus, quos Deus in animos ingerit nostros, renuere ac resistere potest. Tendências perigosas