DH 3894
Se tudo quanto expusemos for bem considerado, facilmente se compreenderá por que a Igreja exige que os futuros sacerdotes sejam instruídos nas disciplinas filosóficas “segundo o método, a doutrina e os princípios do Doutor Angélico”, visto que, graças à experiência de muitos séculos, reconhece perfeitamente que o método e o sistema do Aquinate se distinguem por seu valor singular, tanto para a educação dos jovens quanto para a investigação das mais recônditas verdades. … É, pois, altamente deplorável que hoje em dia alguns desprezem a filosofia que a Igreja aceitou e aprovou, e que, imprudentemente, a tachem de antiquada em suas formas e racionalista, como dizem, em seu modo de pensar. Pois afirmam que essa nossa filosofia defende erroneamente a possibilidade de uma metafísica absolutamente verdadeira, ao passo que eles sustentam, contrariamente, que as verdades, principalmente as transcendentes, não podem 862 ser expressas de maneira mais adequada senão por doutrinas divergentes que mutuamente se completam, embora pareçam opor-se entre si. positivas
[573] Quae si bene perspecta fuerint, facile patebit cur Ecclesia exigat ut futuri sacerdotes philosophicis disciplinis instruantur “ad Angelici Doctoris rationem, doctrinam et principia”, quandoquidem plurium saeculorum experientia probe noscit Aquinatis methodum ac rationem sive in tironibus erudiendis, sive in absconditis veritatibus pervestigandis, singulari praestantia eminere. … Hac de causa quam maxime deplorandum est, philosophiam in Ecclesia receptam ac agnitam hodie a nonnullis despectui haberi, ita ut antiquata quoad formam, rationalistica, ut aiunt, quoad cogitandi processum, impudenter renuntietur. Dictitant enim, hanc nostram philosophiam perperam opinionem tueri, metaphysicam absolute veram exsistere posse; dum contra asseverant, res, praesertim transcendentes, non aptius exprimi posse quam disparatis doctrinis, quae sese mutuo compleant, quamvis sibi invicem quodammodo opponantur. O uso das ciências