DH 3966
Da sociabilidade natural da pessoa humana provém o direito de reunião e de associação, bem como o de conferir às associações a forma que aos seus membros pareça mais idônea à finalidade em vista, que é agir dentro delas por iniciativa e responsabilidade própria e conduzi-las aos resultados . almejados 1 . Como tanto acentuamos na Encíclica “Mater et Magistra”, é de todo indispensável que se constitua uma vasta rede de agremiações ou organismos intermédios, adequados a fins que os indivíduos por si sós não podem conseguir de maneira eficaz. Semelhantes agremiações e organismos devem ser tidos por elementos absolutamente indispensáveis para salvaguardar a dignidade e a liberdade da pessoa humana, sem lhe comprometer o sentido de responsabilidade 2 .
Ex eo autem quod homines sunt natura sociabiles illud oritur, ut iure iidem possint et in unum locum se congregare, et [263] societatem cum aliis inire; ut initas societates ea induant forma, quam existiment ad propositum assequendum magis idoneam; ut in societatibus iisdem sua sponte suoque periculo agant, easque ad optatos exitus pervehant 1 Atque, ut Nosmetipsi datis Litteris encyclicis “Mater et Magistra” magnopere monuimus, omnino opus est, ut bene multa collegia seu corpora interiecta condantur, ad finem paria, ad quem homo singulus non potest tendere efficienter. Haec enim collegia et corpora veluti instrumenta longe pernecessaria sunt habenda ad tuendam humanae personae dignitatem et libertatem, incolumi praestandae rationis sensu 2 .