DH 4315
15. (A dignidade da inteligência: verdade e sabedoria). Participando da luz da inteligência divina, com razão pensa o homem que supera, pela inteligência, o universo. Exercitando incansavelmente, no decurso dos séculos, a sua inteligência, conseguiu ele grandes progressos nas ciências empíricas, nas técnicas e nas artes liberais. Nos nossos dias, alcançou notáveis sucessos, sobretudo na investigação e conquista do mundo material. Entretanto, buscou sempre, e encontrou, uma verdade mais profunda. Pois a inteligência não se limita ao domínio dos fenômenos; embora parcialmente obscurecida e debilitada em conseqüência do pecado, ela é capaz de atingir com certeza a realidade inteligível.
15. (De dignitate intellectus, de veritate et de sapientia). Recte iudicat homo, divinae mentis lumen participans, se intellectu suo universitatem rerum superare. Ingenium suum per saecula impigre exercendo ipse in scientiis empiricis, artibus technicis et liberalibus sane profecit. Nostris autem temporibus in mundo materiali praesertim investigando et sibi subiiciendo egregios obtinuit successus. Semper tamen profundiorem veritatem quaesivit et invenit. Intelligentia enim non ad sola phaenomena coarctatur, sed realitatem intelligibilem cum vera certitudine adipisci valet, etiamsi, ex sequela peccati, ex parte obscuratur et debilitatur.