DH 4682
É ele o Filho de Deus, que na sua ressurreição desde o mais íntimo experimentou sobre si a misericórdia, isto é, o amor do Pai, que é mais forte que a morte. 1104 É ele também o mesmo Cristo, Filho de Deus, que, até o termo, e mesmo em certo sentido para além do termo de sua missão messiânica, se revela a como fonte inexaurível da misericórdia, daquele amor que, na perspectiva ulterior da história da salvação, na Igreja deve perenemente demonstrar-se mais forte que o pecado. O Cristo pascal é a encarnação definitiva da misericórdia, o seu sinal vivo: histórico-salvífico e, simultaneamente, escatológico. Neste mesmo espírito, a liturgia do tempo pascal põe em nossos lábios as palavras do salmo: “Eter- . namente cantarei as misericórdias do Senhor” 1 . não é suficiente
Ecce Dei Filium, qui sua in resurrectione funditus persensit super se misericordiam, Patris hoc est amorem, qui morte efficacior est. Verum idem quoque Christus Filius Dei est, qui ad terminum, immo quadamtenus ultra terminum operis messianici sui, praebet se ipse inexhaustum fontem misericordiae, eiusdem nempe amoris, quem deinceps in longiore prospectu historiae salutis in Ecclesia numquam non confirmari oportet peccato ipso potentiorem. Christus paschalis ultima ac sempiterna misericordiae quasi quaedam corporatio est illiusque vivens signum: historicum-salvificum una et eschatologicum. Hoc sane cum eodem affectu liturgia sacra paschalis temporis ponit in ore nostro Psalmi verba: “Misericordias Domini in aeternum cantabo” 1 Só a justiça