Denzinger · DH 4969

DH 4969

79. Deve-se, portanto, rejeitar a tese, própria das teorias teleológicas e proporcionalistas, de que seria impossível qualificar como moralmente má segundo a sua espécie – o seu “objeto” –, a escolha deliberada de alguns comportamentos ou atos determinados, separada da intenção com que ela é feita ou da totalidade das conseqüências previsíveis daquele ato para todas as pessoas interessadas. O elemento primário e essencial para o juízo moral é o objeto do ato humano, o qual decide sobre o seu ordenamento ao bem e ao fim último que é Deus. Este ordenamento é identificado pela razão no mesmo ser do homem, considerado na sua verdade integral e, portanto, nas suas inclinações naturais, nos seus dinamismos e nas suas finalidades que têm sempre também uma dimensão espiritual: são exatamente estes os conteúdos da lei natural, portanto, o conjunto ordenado dos “bens para a pessoa” que se põem ao serviço do “bem da pessoa”, o bem que é a própria pessoa e a sua perfeição. …

Latim

[1197] 79. Respuenda est igitur thesis doctrinarum teleologicarum et proportionalistarum, quae tenet moraliter malam appellari non posse secundum suam speciem – id est “obiectum” suum – deliberatam quarundam rationum agendi vel definitorum actuum delectionem, si separetur ab intentione, qua patrata fuerit, aut ab universitate illius actus consectariorum, quae erga omnes, quorum interest, praevideri possunt. Primarium essentialeque elementum ad iudicium morale est obiectum actus humani, quod statuit de eius ordinatione ad bonum adque ultimum finem, qui Deus est. Eiusmodi ordinatio intellectu animadvertitur in ipsa hominis natura, in integra eius veritate inspecti, in naturalibus igitur eius propensionibus, in eius dynamismis atque propositis, quibus semper inest spiritalis mensura: haec proprie sunt quae lege naturali continentur, idcirco ordinata universitas “bonorum pro persona”, quae “bono personae” inserviunt, bono quod ipsa est eiusque perfectio. …

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