Denzinger · DH 543

DH 543

Ora, ao professarmos a fé a respeito de uma dessas três pessoas desta santa Trindade, o Filho de Deus, Deus Verbo, e a respeito do mistério da sua adorável obra salvífica na carne, segundo a tradição evangélica, declaramos dúplice tudo o que é próprio do único e mesmo Senhor nosso Salvador Jesus Cristo, isto é, proclamamos as suas duas naturezas, a divina e a humana, das quais e nas quais subsiste também, depois, a admirável e inseparável união. Professamos também que cada uma das suas naturezas tem sua propriedade natural: a divina tem tudo o que é divino, e a humana, tudo o que é humano, sem nenhum pecado. Reconhecemos que ambas <as naturezas> são do único e mesmo Deus Verbo encarnado, isto é, feito homem, de maneira inconfusa, inseparável, imutável – enquanto só a inteligência distingue o que é unido, em vista do erro da confusão. De fato, rejeitamos de igual modo a blasfêmia da divisão quanto a da confusão. 198

Latim

Cum vero de uno earumdem trium personarum ipsius sanctae Trinitatis, Filio Dei, Deo Verbo, et de mysterio adorandae eius secundum carnem dispensationis confitemur, omnia duplicia unius eiusdemque Domini Salvatoris nostri Iesu Christi secundum evangelicam traditionem asserimus, id est, duas eius naturas praedicamus, divinam scilicet et humanam, ex quibus et in quibus etiam post admirabilem atque inseparabilem unitionem subsistit. Et unamquamque eius naturam, proprietatem naturalem habere confitemur, et habere divinam omnia quae divina sunt et humanam omnia quae humana sunt absque ullo peccato. Et utrasque unius eiusdem Dei Verbi incarnati, id est, humanati, inconfuse, inseparabiliter, immutabiliter esse cognoscimus, sola intelligentia, quae unita sunt, discernente, propter confusionis dumtaxat errorem. Aequaliter enim et divisionis et commistionis detestamur blasphemiam.

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