Denzinger · DH 556

DH 556

Do mesmo modo, proclamamos nele, segundo o ensinamento dos santos Padres, duas vontades ou quereres naturais e duas operações naturais, sem divisão, sem mudanças, sem separação ou confusão. E as duas vontades naturais não estão – longe disso! – em contraste entre si, como afirmam os ímpios hereges, mas a sua vontade humana segue sem oposição ou relutância, ou melhor, é submissa à sua vontade divina e onipotente. Era necessário, hma de fato, que a vontade da carne fosse guiada e submissa à vontade divina, segundo o sapientíssimo 203 Atanásio 1 . Como, de fato, a sua carne é chamada a carne do Verbo de Deus e realmente o é, assim a vontade natural da sua carne é chamada, e é, vontade própria do Verbo de Deus, segundo o que ele mesmo afirma: “Desci do céu não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou” ” [Io 6,38], [Jo 6,38], chamando sua a vontade da sua carne, já que a carne se tornara sua. De fato, como a sua carne, toda santa, imaculada e animada, se bem que deificada, não foi cancelada, mas permaneceu no próprio estado e no próprio modo de ser, assim também a sua vontade humana, ainda que deificada, não foi anulada, mas antes salvaguardada, segundo o que diz Gregório, o Teólogo: “De fato, o seu querer, considerado como o do Salvador, não é contrá- 2 .” rio a Deus, pois é totalmente divinizado” 2 .

Latim

m ati= d ei r w w l 1 = fhsin me te non

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