DH 596
Ora, a respeito do que outros dentre eles dizem, que a predestinação para a vida ou para a morte esteja em poder de Deus e não no nosso, uns dizem: “Que adianta esforçar-se para viver se isso está em poder de Deus?”; outros por sua vez: “Que adianta rezar a Deus para não sermos vencidos pela tentação, se isso, como que pelo livre-arbítrio, está em nosso poder?” Realmente, eles não podem apresentar ou receber razão alguma, pois ignoram os escritos do bemaventurado bispo Fulgêncio ao presbítero Eugípio dirigidos contra os discursos de um pelagiano … : “Deus preparou na eternidade da sua imutabilidade obras de misericórdia e de justiça …; preparou, portanto, méritos para os homens a serem justificados, preparou para os mesmos, para sua glorificação, também prêmios; para os maus, porém, não prepa- 217 rou vontades más ou más obras, mas lhes preparou suplícios justos e eternos. Tal é a eterna predestinação das futuras obras de Deus que, como sabemos, pela doutrina apostólica sempre nos foi ensinado, e que assim também confiantemente pregamos”. 24 set. – 23 out. 787 que no império bizantino tinha sido fomentado já por Leão foi solenemente declarada a doutrina da Igreja sobre as o seu ensinamento foi combatido pelo Sínodo de Frankfurt. proclamada com solenidade na sessão 8ª, de 23 out. 4, 456A-D. das sagradas imagens
Illud autem, quod alii ex ipsis dicunt, quod praedestinatio ad vitam sive ad mortem in Dei sit potestate et non nostra; isti dicunt “Ut quid conamur vivere, quod in Dei est potestate?”; alii iterum dicunt: “Ut quid rogamus Deum, ne vincamur tentatione, quod in nostra est potestate, quasi libertate arbitrii?” Revera enim nullam rationem reddere vel accipere valent, ignorantes beati Fulgentii episcopi ad Eugipium presbyterum contra sermonem cuiusdam Pelagiani opuscula directa …: “Opera ergo misericordiae ac iustitiae praeparavit Deus in aeternitate incommutabilitatis suae …” praeparavit ergo iustificandis hominibus merita; praeparavit iisdem glorificandis et praemia; malis vero non praeparavit voluntates malas aut opera mala, sed praeparavit eis iusta et aeterna supplicia. Haec est aeterna praedestinatio futurorum operum Dei, quam, sicut nobis apostolica doctrina semper insinuari cognoscimus, sic etiam fiducialiter praedicamus.” II Concílio de NICÉIA (7º ecumênico) Graças às iniciativas da imperatriz Irene, o iconoclasmo, III desde o ano 726, lentamente foi repelido; e neste concílio imagens sagradas. Por causa da infeliz tradução latina, 600-603: Sessão 7ª, 13 out. 787 A definição concordada na sessão 7ª, foi publicamente Ed.: MaC 13, 377C-380B / COeD 3 135 36 -137 34 / HaC Definição a respeito