Denzinger · DH 611

DH 611

Ele mesmo [Cristo], de fato, deu a conhecer a seu respeito de quem é Filho, quando diz ter anunciado aos homens o nome do Pai. Diz, com efeito: “Manifestei o teu nome aos homens que, do mundo, me deste” [Jo 17,6]. Ele então manifestou o nome do Pai aos homens, quando deu a conhecer que era verdadeiro Filho do Pai, não putativo, mas próprio e não adotivo. Mas deve-se notar que é dito: “aos homens que me deste”. Não estão entre os homens que o Pai lhe tinha dado e que, portanto, ele com o Pai havia escolhido antes da criação do mundo os que o professam como adotivo e não como Filho próprio, como se tivesse sido por um tempo estranho ao Pai, ou então, por assumir a carne, se tivesse afastado dele, enquanto era uma só a vontade do Pai e do Filho de que o Verbo se fizesse carne, como está escrito “Que eu faça a tua vontade; meu Deus, eu o quis” [Sl 40,9]. 220 Por isso diz, em outra passagem: “Subo ao meu Pai e vosso Pai” [Jo 20,17]. De maneira distinta disse “meu” e “vosso” – seu, não por graça, mas por natureza, nosso, ao invés, pela graça da adoção. Mais ainda, nunca o Filho não existiu, porque nunca o Pai não existiu. Sempre e em qualquer lugar ele o chama expressamente seu Pai. “Meu Pai”, diz, “opera até agora, e eu opero” [Jo 5,17]; e ainda: “Pai, glorifica teu Filho, para que teu Filho te glorifique a ti” [Jo 17,1], e: “O que meu Pai me deu é maior que tudo” [Jo 10,29]. Se nos seus astuciosos subterfúgios eles pensam que tudo isso que mencionamos deve ser referido somente à divindade do Filho de Deus, digam onde alguma vez ele tenha dito “Pai nosso” em comum sentimento conosco. “O vosso Pai”, diz, “sabe de fato do que precisais” [Mt 6,8]. Ele não diz “nosso”, como se ele juntamente conosco tivesse sido adotado por graça. E em outra passagem: “Sede portanto perfeitos como é perfeito o vosso Pai celestial” [Mt 5,48]. Por que não diz “nosso”? Porque é de outro modo nosso e de outro modo seu. E alhures: “Se vós, que sois maus, sabeis dar coisas boas aos vossos filhos, quanto mais o vosso Pai do céu dará o espírito bom aos que lhe pedirem?” [Lc 11,13]; e assim adiante. Por isso, Paulo, vaso de eleição, disse: “Deus não poupou o próprio Filho, mas o entregou por nós todos” [Rm 8,32]. Sabemos de fato que ele não foi entregue segundo a sua divindade, mas segundo o seu ser verdadeiro homem. reconhecido como ecumênico e equiparado ao II Concílio de dois legados da Sé Apostólica. Na sua presença foi de novo (Ratisbona), no ano 792, também sob a presidência de carta, a favor do adocionismo, dos bispos da Espanha e da pelo arcebispo Elipando de Toledo no ano 792/793 (MGH foi detalhadamente rebatida na carta do Sínodo de Frankfurt. tradução dos decretos do II Concílio de Nicéia, o culto das de imaginibus: MGH Concilia 2, Suppl. / PL 98, 1247- de Nicéia (PL 89, 1247-1292). = Concilia 2/I, 144 4-9 149 16-32 150 1s 152 2-6 / PL 101, 1332C 893B / HaC 4, 883DE 888D-889B 891B. – [capitular, cân. 1]: 97, 191B. – Reg.: A. Werminghoff, in: NArch 24 (1899) 472s. aos bispos da Espanha dos adocionistas

Latim

Ipse enim [Christus] de se innotuit, cuius filius esset, cum Patris nomen se asserit hominibus adnuntiasse. Ait enim: “Manifestavi nomen tuum hominibus, quos dedisti mihi de mundo” [Io 17,6]. Nomen paternum tunc manifestavit hominibus, cum se Patris Filium verum et non putativum, proprium innotuit et non adoptivum. Sed notandum quod dicitur: “hominibus, quos dedisti mihi”. Non enim isti ex illis hominibus, quos ei Pater dederat et immo quos ille cum Patre ante mundi constitutionem elegerat, qui eum adoptivum et non proprium Filium confiterentur, quasi alienus aliquando a Patre fuerit aut per carnis extraneus ab eo factus esset adsumptionem, cum, ut Verbum caro fieret, una exstiterit Patris Filiique voluntas, sicut scriptum est: “Ut facerem voluntatem tuam; Deus meus, volui” [Ps 39,9]. Hinc alias dicit: “Ascendo ad Patrem meum et Patrem vestrum“ [Io 20,17]. Distincte enim dixit “meum” et “vestrum”, eius videlicet non per gratiam, sed per naturam, noster vero per gratiam adoptionis. Porro numquam non fuit Filius, quia numquam non fuit Pater. Semper eum et ubique distincte Patrem suum appellat. “Pater” inquit “meus usque modo operatur, et ego operor” [Io 5,17], et rursus: “Pater, clarifica Filium tuum, ut Filius tuus clarificet te” [Io 17,1], et: “Pater meus quod dedit mihi, maius omnibus est” [Io 10,29]. Quodsi secundum eorum callidam tergiversationem cuncta, quae protulimus, ad divinitatem tantummodo Filii Dei referenda opinantur, dicant, ubi umquam communi affectu dixerit nobiscum “Pater noster”. “Scit enim” inquit “Pater vester, quid vobis opus sit” [Mt 6,8]. Non ait “noster”, quasi nobiscum adoptatus per gratiam. Et alibi “Estote ergo et vos perfecti, sicut et Pater vester caelestis perfectus est” [Mt 5,48]. Cur non dixit “noster”? Quia aliter noster et aliter suus. Hinc rursus ait: “Si vos, cum sitis mali, nostis bona dare filiis vestris, quanto magis Pater vester de caelo dabit spiritum bonum petentibus se?” [Lc 11,13] et cetera. Hinc Paulus, vas electionis, ait: “Proprio Filio suo non pepercit Deus, sed pro nobis omnibus tradidit illum” [Rm 8,32]. Scimus enim, quia non est traditus secundum divinitatem, sed secundum id quod homo verus erat. 612-615: Sínodo de Frankfurt, ca. jun. 794 O rei Carlos Magno, desejando que este sínodo fosse Nicéia (cf. *600), se apressou para que fossem mandados condenada a heresia adocionista, que o Sínodo de Regensburg Carlos Magno, já havia condenado. Tinha precedido uma Galícia, dirigida aos bispos do reino dos francos e composta Concilia 2/I, 111-119 / PL 101, 1321D-1331B). Esta carta Ainda o mesmo sínodo reprovou, por causa de uma errônea imagens (Capitular, cân. 2; ed. como no *615; Libri Carolini 1248); Adriano I, porém, tomou posição a favor do II Concílio Ed. [carta sinodal]: A. Werminghoff: MGH Leges III, 1337C-1338B 1340B / MaC 13, 884E-885A 890B-891A MGH ibid. 165 21-25 / MaC 13, 909C / HaC 4, 904C / PL a) Carta sinodal dos bispos do Reino dos Francos Refutação

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