Denzinger · DH 646

DH 646

Cap. 104. Afirmais que na vossa pátria muitos foram batizados por um judeu – não sabeis se cristão ou pagão – e perguntais que coisa se deva fazer com eles. Se, de fato, foram batizados no nome da santa Trindade, ou só no nome de Cristo, como lemos nos Atos dos Apóstolos [2,38; 19,5] (é a mesmíssima coisa que expõe santo Ambrósio 1 ), é claro que não devem ser de novo batizados; mas antes deve-se examinar se esse judeu era cristão ou pagão, ou se se tornou cristão depois, se bem que cre- 234 mos que não se deva deixar de lado o que o bem- : aventurado Agostinho diz do batismo 2 : “Temos já mostrado suficientemente que para o batismo que é santificado pelas palavras do Evangelho, o erro do ministro ou do destinatário não tem importância alguma, se ele pensa a respeito do Pai ou do Filho ou do Espírito Santo diversamente do que ensina a doutrina celeste”, e ainda: “Há também alguns deste número que vivem até agora indignamente ou mesmo na heresia, ou perseveram na superstição dos pagãos, e todavia também ali ‘o Senhor conhece os que são seus’ [2Tm 2,19]. Pois naquela inefável presciência muitos que parecem estar fora estão dentro”. E em outra passagem: “Também os mais morosos de coração, como penso, compreendem que o batismo de Cristo não pode ser violado por nenhuma perversidade da pessoa que o administra ou o recebe”; e diz ainda: “Quem está separado <da Igreja> pode transmitir, como pode possuir quem está separado – transmitir, porém, funestamente, enquanto aquele a quem transmite pode receber salutarmente, se não receber como separado”. na aceitação de fé

Latim

Cap. 104. A quodam Iudaeo, nescitis utrum christiano an pagano, multos in patria vestra baptizatos asseritis, et quid de his sit agendum consulitis. Hi profecto, si in nomine sanctae Trinitatis vel tantum in nomine Christi, sicut in Actibus Apostolorum [2,38; 19,5] legimus, baptizati sunt (unum quippe idemque est, ut sanctus exponit Ambrosius 1 ), constat eos non esse denuo baptizandos: sed primum, utrum christianus aut paganus ipse Iudaeus exstiterit, vel si postmodum factus fuerit christianus, investigandum est, quamvis non praetereundum esse credamus, quid beatus de baptismo dicat Augustinus 2 “Iam satis” inquit “ostendimus ad baptismum, qui verbis evangelicis consecratur, non pertinere cuiusquam vel dantis vel accipientis errorem, sive de Patre sive de Filio sive de Spiritu Sancto aliter sentiat quam doctrina caelestis insinuat”, et iterum: “Sunt etiam quidam ex eo numero, qui adhuc nequiter vivant aut etiam in haeresibus vel in gentilium superstitionibus iaceant, et tamen etiam illic ‘novit Dominus’ qui sunt eius’ [2 Tim 2,19]. Namque in illa ineffabili praescientia multi, qui foris videntur, intus sunt”. Et alio loco: “Etiam corde tardiores, quantum existimo, intelligunt baptisma Christi nulla perversitate hominis sive dantis sive accipientis posse violari”; et rursus: “Potest tamen” ait “tradere separatus, sicut potest habere separatus, sed quam perniciose tradere; ille autem cui tradit potest salubriter accipere, si ipse non separatus accipiat”. Nenhum uso de coação

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