DH 73
A Trindade clemente é uma só divindade. Por isso, Pai e Filho e Espírito Santo é uma só fonte, uma só 39 substância, uma só força, um só poder. Dizemos que o Pai é Deus, o Filho é Deus e o Espírito Santo é Deus, não três deuses, mas professamos com toda piedade um só <Deus>. Pois, nomeando três pessoas, professamos com voz católica e apostólica que somente uma é a substância. Portanto, Pai e Filho e Espírito Santo, e “os três são um só” [cf. 1Jo 5,7]. Três, não confusos nem separados, mas distintamente unidos e unidamente distintos; unidos quanto à substância, mas distintos quanto aos nomes, unidos quanto à natureza, distintos quanto às pessoas, iguais quanto à divindade, semelhantes na majestade, concordes na Trindade, partícipes no esplendor. Eles são um de tal modo que não duvidemos que são também três; são três de tal modo que professamos que não se podem separar entre si. Pelo que não há dúvida de que a injúria a um é insulto a todos, já que o louvor de um concerne à glória de todos. “Isto é, pois, o ponto principal de nossa fé segundo a doutrina evangélica e apostólica: que Jesus Cristo, Senhor nosso e Filho de Deus, não se separa do Pai, nem pelo reconhecimento da honra, nem pelo . poder da força, nem pela divindade da substância, nem pela diferença de tempo” 1 . E por isso, se alguém diz que o Filho de Deus, que é tão verdadeiramente Deus como é verdadeiro homem, porém sem pecado, tenha tido alguma coisa a menos quanto à humanidade ou quanto à divindade, deve ser considerado ímpio e estranho à Igreja católica e apostólica. autor deste Símbolo não é Atanásio de Alexandria, mas deve manuscritos mais antigos alega como autor Atanásio, outros, anterior ao séc. VIII, com razão se questiona sua confiabilatim, não vice-versa; por este motivo não são aduzidos aqui. particularmente: Hilário de Poitiers, † ca. 367 (assim A.E. Burn 1926); Nicetas de Remesiana, † ca. 414 (M. Vicente de Lérins, † antes de 450 (G.D.W. Ommaney); † 543 (G. Morin antes de 1932); Venâncio Fortunato, † ca.
Clemens Trinitas est una divinitas. Pater itaque et Filius et Spiritus Sanctus, unus fons, una substantia, una virtus, una potestas est. Patrem Deum, et Filium Deum, et Spiritum Sanctum Deum, non tres deos esse dicimus, sed unum piissime confitemur. Nam tres nominantes personas unam esse substantiam catholica atque apostolica profitemur voce. Itaque Pater et Filius et Spiritus Sanctus, et “tres unum sunt” [cf. 1 Io 5,7]. Tres, nec confusi, nec divisi, sed et distincte coniuncti et coniuncti distincti; uniti substantia, sed discreti nominibus, coniuncti natura, distincti personis, aequales divinitate, consimiles maiestate, concordes trinitate, participes claritate. Qui ita unum sunt, ut tres quoque esse non dubitemus; ita tres sunt, ut separari a se non posse fateamur. Unde dubium non est, unius iniuriam omnium esse contumeliam, quia unius laus ad omnium pertinet gloriam. “Hoc enim fidei nostrae secundum evangelicam et apostolicam doctrinam principale est, Dominum nostrum Iesum Christum et Dei Filium a Patre nec honoris confessione, nec virtutis potestate, nec substantiae divinitate, nec intervallo temporis separari” 1 Et ideo si quis Filium Dei, qui sicut vere Deus, ita verus homo absque peccato dumtaxat, vel de humanitate aliquid vel deitate minus dicit habuisse, profanus et alienus ab Ecclesia catholica atque apostolica iudicandus est. 75-76: Símbolo pseudo-atanasiano “Quicumque” Entre os estudiosos predomina a convicção de que o ser procurado entre os teólogos do Ocidente. A maioria dos o Papa Anastásio I. Mas como não remontam a um período lidade. Os textos gregos ainda existentes são traduções do Entre os possíveis compositores deste Símbolo são mencionados M. Speroni); Ambrósio de Milão, † 397 (H. Brewer, B. Schepens, Cappuyns, cf. *19); Honorato de Arles, † 429 (Burn 1896); Fulgêncio de Ruspe, † 532 (I. Stiglmayr); Cesário de Arles,