DH 82
n. 34; Mensagem para o Dia mundial da paz 1990 (AAS 1163 Acha-se aqui um novo limite do mercado: há necessidades coletivas e qualitativas que não podem ser satisfeitas através dos mecanismos do mercado; existem exigências humanas importantes que escapam à sua lógica; há bens que, devido à sua natureza, não se podem nem se devem vender e comprar. Certamente os mecanismos de mercado oferecem seguras vantagens: ajudam, entre outras coisas, a utilizar melhor os recursos, favorecem o intercâmbio dos produtos e, sobretudo, põem no centro a vontade e as preferências da pessoa que, no contrato, se encontram com as de outrem. Todavia eles comportam o risco de uma “idolatria” do mercado, que ignora a existência de bens que, pela sua natureza, não são nem podem ser simples mercadoria.
*4905 1 Cf. João Paulo II, Encíclica “Sollicitudo rei socialis”, Alius hic mercatus terminus invenitur: necessitates exsistunt communes et qualitativae, quae istius modis et institutis expleri nequeunt. Humana postulata exsistunt quae eius logicam consecutionem effugiunt. Bona exsistunt quae ex sua natura nec possunt nec debent venire et emi. Haud dubie, viae rationesque mercatus multa praebent auxilia; adiuvant praeter cetera, ad melius opibus utendum; mercium commutationem fovent, et imprimis maximi faciunt voluntates et proposita personae humanae, quae in pactione incidunt in voluntatem et proposita alterius personae; attamen pericula afferunt “idololatriae” mercatus, qui bona esse nescit quae suapte natura nec sint nec esse possint simplices merces.