DH 114
E que deveria eu argumentar mais ainda acerca disso junto de vós, homens cheios de Espírito, que sabeis claramente os absurdos que brotam da afirmação de que o Filho é uma produção? Parece-me que não atentaram para esses <absurdos> aqueles que introduziram tal opinião e que, por isso, faltaram inteiramente à verdade, porque entenderam de outro modo o que a Escritura divina e profética pretende <com a frase>: “O Senhor me criou como início do seu caminho” [Pr 8,22 Septg.]. De fato, como sabeis, não é um só o significado de “criou”. “Criou” aqui é para se entender no sentido de “pôs à frente das obras feitas por ele”, feitas por meio do mesmo Filho. “Criou” não se diz aqui no sentido de “fez”. “Criar”, de fato, é distinto de “fazer”. “Não é ele teu Pai, que te adquiriu, te fez e te criou?” [Dt 32,6 Septg.], diz Moisés no grande cântico do Deuteronômio. A eles alguém também pode dizer: Ó homens temerários, é <por acaso> uma produção “o primogênito de toda a criação?” [Cl 1,15], “que foi gerado do seio antes do astro da manhã” [Sl 110,3 Septg.], e que, como Sabedoria, diz: “Gerou-me antes de todas as colinas” [Pr 8,25 Septg.]? Também em muitas outras passagens das palavras divinas se pode encontrar escrito que o Filho foi gerado, mas não que foi feito. Por estas razões, estão manifestamente refutados os que falam mentira a respeito da geração do Senhor, os 48 que ousam dizer que sua geração divina e inefável é uma produção.
Aißw moi kauhghme ” [Prv 8,22: Septg.] “ 5Ektise” di’ ge soy se, se se;” [Dt 32,6: Septg.] fhsi. tiw= 3V [Col 1,15], ” [Ps 109,3: Septg.], me” [Prv 8,25: Septg.]; tiw 4Yf’ vßn katafa-