DH 1443
Mas outros mestres e doutores … se pronunciam … a favor de um bem tão grande, tão necessário à comunidade, contanto que não se peça e não se espere nenhuma compensação pelo empréstimo. Dizem eles que este montepios, para não sofrerem dano – ou seja, para financiar as obras necessárias, para o salário dos empregados e para tudo o que serve a seu sustento –, podem receber e exigir, daqueles que de tal empréstimo tiram vantagem, uma soma modesta e reduzida ao estritamente necessário além do capital, com a condição de não tirarem nenhum lucro; isto, em virtude do princípio pelo qual quem recebe uma vantagem deve também sentir o peso 1 , sobretudo se existir a aprovação da autoridade apostólica. E eles demonstram que esta opinião foi aprovada pelos Romanos Pontífices nossos predecessores, Paulo II, Sisto IV, Inocêncio VIII, Alexandre VI e Julio II, de feliz memória. …
Aliis vero pluribus magistris et doctoribus … conclamantibus pro tanto bono tamque rei publicae pernecessario, modo ratione mutui nihil petatur neque speretur; pro indemnitate tamen eorumdem montium, impensarum videlicet ministrorum eorumdem ac rerum omnium ad illorum necessariam conservationem pertinentium, absque montium huiusmodi lucro, idque moderatum et necessarium ab his, qui ex huiusmodi mutuo commodum suscipiunt, licite ultra sortem exigi et capi posse nonnihil licere, cum regula iuris habeat, quod qui commodum sentit, onus quoque sentire debeat 1 , praesertim si Apostolica accedat auctoritas. Quam quidem sententiam a felicis recordationis Paulo II, Sixto IV, Innocentio VIII, Alexandro VI et Iulio II Romanis Pontificibus praedecessoribus Nostris probatam … esse ostendunt.