Denzinger · DH 1526

DH 1526

<Os homens> se dispõem para esta justiça [cân. 7 e 9], quando, estimulados e ajudados pela graça divina, concebendo a fé que vem da escuta [cf. Rm 10,17], se movem livremente em direção a Deus, crendo como verdade o que foi divinamente revelado e prometido (cân. 12-14), e, especialmente, <crendo> que o ímpio é justificado por Deus, por a sua graça, “em virtude da redenção que está em Cristo Jesus” [Rm 3,24]; quando, também, reconhecendo-se pecadores, pelo temor da divina justiça que os perturba salutarmente [cân. 8], voltando-se para considerar a misericórdia de Deus, se reanimam na esperança, confiando que Deus lhes será propício por causa de Cristo, e começam a amá-lo como fonte de toda a justiça e, por isto, se voltam contra os seus pecados, odiando-os e detestando-os [cân. 9], isto é, com aquela penitência que é preciso fazer antes do batismo [cf. At 2,38]; enfim, quando se propõem a receber o batismo, a começar uma vida nova e a observar os mandamentos divinos. 402

Latim

Disponuntur autem ad ipsam iustitiam [can. 7 et 9], dum excitati divina gratia et adiuti, fidem ex auditu [cf. Rm 10,17] concipientes, libere moventur in Deum, credentes, vera esse, quae divinitus revelata et promissa sunt [can. 12-14], atque illud in primis, a Deo iustificari impium per gratiam eius, “per redemptionem, quae est in Christo Iesu” [Rm 3,24], et dum, peccatores se esse intelligentes, divinae iustitiae timore, quo utiliter concutiuntur [can. 8], ad considerandam Dei misericordiam se convertendo, in spem eriguntur, fidentes, Deum sibi propter Christum propitium fore, illumque tamquam omnis iustitiae fontem diligere incipiunt ac propterea moventur adversus peccata per odium aliquod et detestationem [can. 9], hoc est, per eam paenitentiam, quam ante baptismum agi oportet [cf. Act 2,38]; denique dum proponunt suscipere baptismum, inchoare novam vitam et servare divina mandata.

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