DH 1649
Por fim, com afeto paternal, o santo Sínodo exorta, pede e conjura, “pelas vísceras de misericórdia de nosso Deus” [Lc 1,78], que todos e cada um dos que levam o nome de cristãos, por fim se reúnam e sejam concordes neste “sinal da unidade”, neste “vínculo da caridade” 1 , neste símbolo de concórdia; que, lembrados da tão grande majestade e do tão exímio amor de nosso Senhor Jesus Cristo, que deu sua vida tão cara como preço de nossa salvação e nos deu sua carne em comida [Jo 6,48ss], creiam e venerem estes sagrados mistérios de seu corpo e sangue com tal constância e firmeza de fé, com tal dedicação de alma, com tal piedade e culto, que possam receber freqüentemente aquele pão supersubstancial [Mt 6,11]. Que ele lhes seja verdadeiramente a vida da alma e a saúde perpétua do espírito, por cuja força confortados [cf. 1Rs 19,8] consigam chegar da caminhada desta mísera peregrinação à pátria celeste, para aí comerem sem véu algum o mesmo “pão dos anjos” [Sl 78,25] que ora comem sob véus sagrados.
Demum autem paterno affectu admonet sancta Synodus, hortatur, rogat et obsecrat “per viscera misericordiae Dei nostri” [Lc 1,78], ut omnes et singuli, qui christiano nomine censentur, in hoc “unitatis signo”, in hoc “vinculo caritatis” 1 , in hoc concordiae symbolo iam tandem aliquando conveniant et concordent, memoresque tantae maiestatis et tam eximii amoris Iesu Christi Domini nostri, qui dilectam animam suam in nostrae salutis pretium, et carnem suam nobis dedit ad manducandum [cf. Io 6,48-58], haec sacra mysteria corporis et sanguinis eius ea fidei constantia et firmitate, ea animi devotione, ea pietate et cultu credant et venerentur, ut panem illum supersubstantialem [cf. Mt 6,11] frequenter suscipere possint, et is vere eis sit animae vita et perpetua sanitas mentis, cuius vigore confortati [cf. 3 Rg 19,8] ex huius miserae peregrinationis itinere ad caelestem patriam pervenire valeant, eundem “panem Angelorum” [Ps 77,25], quem modo sub sacris velaminibus edunt, absque ullo velamine manducaturi.