DH 1680
- Daí segue que os penitentes devem dizer e declarar na confissão t o d o s o s p e c a d o s m o r t a i s de 430 que se sentirem culpados, depois de feito um diligente exame de consciência, ainda que sejam os mais ocultos e cometidos somente contra os dois últimos preceitos do decálogo [cf. Ex 20,17; Dt 5,21; Mt 5,28]. Estes, muitas vezes, ferem mais grave- - mente a alma e são mais perigosos do que os cometidos abertamente. Os v e n i a i s , pelos quais não somos excluídos da graça de Deus e nos quais caímos com freqüência, posto que com retidão e utilidade, e sem qualquer presunção, se digam na confissão [cân. 7], como mostra a praxe de pessoas tementes a Deus, todavia podem ser calados sem culpa e expiados por muitos outros meios. Mas, como todos os pecados mortais, mesmo os de pensamento, tornam os homens “filhos da ira” [Ef 2,3] e inimigos de Deus, é necessário buscar em Deus o perdão de todos os pecados por meio de uma confissão sincera e humilde. Assim, quando os fiéis cristãos se esforçam por confessar todos os pecados que lhes vêm à memória, certamente os expõem à divina misericórdia para que os perdoe [cân. 7]. E os que fazem o contrário e calam alguns voluntariamente, nada expõem à bondade divina que possa ser absolvido pelo sacerdote. Pois, “se o enfermo se envergonha de mostrar a chaga ao médico, a perícia deste não poderá curar aquilo que ignora” 1 .
Ex his colligitur, oportere a paenitentibus o m n i a p e c c a t a m o r t a l i a , quorum post diligentem sui discussionem conscientiam habent, in confessione recenseri, etiamsi occultissima illa sint et tantum adversus duo ultima decalogi praecepta commissa [cf. Ex 20,17; Dt 5,21; Mt 5,28], quae nonnumquam animum gravius sauciant, et periculosiora sunt iis, quae in manifesto admittuntur. Nam v e n i a l i a , quibus a gratia Dei non excludimur et in quae frequentius labimur, quamquam recte et utiliter citraque omnem praesumptionem in confessione dicantur [can. 7], quod piorum hominum usus demonstrat: taceri tamen citra culpam multisque aliis remediis expiari possunt. Verum, cum universa mortalia peccata, etiam cogitationis, homines “irae filios” [Eph 2,3] et Dei inimicos reddant, necessum est omnium etiam veniam cum aperta et verecunda confessione a Deo quaerere. Itaque dum omnia, quae memoriae occurrunt, peccata Christi fideles confiteri student, procul dubio omnia divinae misericordiae ignoscenda exponunt [can. 7]. Qui vero secus faciunt et scienter aliqua retinent, nihil divinae bonitati per sacerdotem remittendum proponunt. “Si enim erubescat aegrotus vulnus medico detegere, quod ignorat medicina non curat” 1 .