Denzinger · DH 2195

DH 2195

[Proposição:] “É lícito usar o conhecimento adquirido na confissão, com a condição de que aconteça sem direta ou indireta revelação ou dano do penitente, a não ser que do não-uso seguisse outro <dano> muito mais grave, comparado ao qual o primeiro é tido a bom direito desprezível”, acrescentando-se, depois, a explicação ou limitação que deve ser entendida a respeito do uso do conhecimento adquirido na confissão com dano do penitente, excluída qualquer revelação, e no caso em que do não-uso seguiria um dano muito mais grave para o penitente. [C e n s u r a :] A proposição acima referida, já que admite o supradito uso do conhecimento com dano do penitente, deve ser absolutamente proibida, mesmo com a referida explicação ou limitação. do S. Ofício de 28 ago. 1687 e diretor espiritual sobretudo com muitas cartas e com a sua Em jul.1685, Molinos foi, perante o tribunal da Inquisipublicamente, sob juramento, seus erros e foi condenado à condenadas foram tiradas do epistolário e do seu memorando cartas suas. Do memorando são as proposições 41-53: só estas os quietistas Simão e Antônio M. Leoni (ed. francesa: no compêndio de P. Audon, l.c. infra, 227-230; um outro [1992], ser. 5, 374-379; em parte em Guibert 288-293, n. 470- dez. 1687 retratou as 54 proposições extraídas dos seus livros de Inocêncio XI “Cum sicut accepimus”, emanado a 26 mai.

Latim

[Propositio:] “Scientia ex confessione acquisita uti licet, modo fiat sine directa aut indirecta revelatione et gravamine paenitentis, nisi aliud multo gravius ex non usu sequatur, in cuius comparatione prius merito contemnatur”, addita deinde explicatione sive limitatione, quod sit intelligenda de usu scientiae ex confessione acquisitae cum gravamine paenitentis, seclusa quacumque revelatione, atque in casu, quo multo gravius gravamen eiusdem paenitentis ex non usu sequeretur. [C e n s u r a :] Dictam propositionem, quatenus admittit usum dictae scientiae cum gravamine paenitentis, omnino prohibendam esse, etiam cum dicta explicatione sive limitatione. 2201-2269: 68 proposições condenadas no decreto e na Constituição “Caelestis Pastor” de 20 nov. Miguel de Molinos conquistou a fama de confessor obra principal Guía espritual (“Guia espiritual”, Roma 1675). ção, acusado de quietismo. Em 3 set. 1687 teve de retratar detenção por toda a vida. Na maior parte, as proposições entregue à Inquisição. A Inquisição tinha cerca de 12.000 apresentam o texto autêntico do autor. No decreto do S. Ofício de 4 set. 1687 foram condenados AnIP série 10 = vol. 5/I [Roma 1867] 594-602; resumido compêndio foi publicado por P. Guerrini: ScuolaCatt 23 475), e também o Card. Pier Mateus Petrucci, que em 17 por ordem do S. Ofício. A revogação foi inserida no breve

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