Denzinger · DH 228

DH 228

Cân. 6. Igualmente foi decidido, no que diz respeito ao trecho de São João Apóstolo: “Se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos e não há em nós a verdade” [1Jo 1,8]: Quem julgar poder interpretar isso no sentido de que por humildade é necessário dizer que temos pecado, não porque seja verdade, seja anátema. O Apóstolo, de fato, prossegue argumentando: “Se tivermos confessado os nossos pecados, ele é fiel e justo para perdoar nossos pecados e purificar-nos de toda iniqüidade” [1Jo 1,9]. Aqui aparece com bastante clareza que isso não é dito só por humildade, mas no sentido verdadeiro. O Apóstolo, de fato, poderia ter dito: “Se disséssemos não ter pecado, nos enalteceríamos a nós mesmos e não há em nós humildade”. Mas, como diz: “Enganamo-nos a nós mesmos e não há em nós a verdade”, fica suficientemente claro que aquele que disser que não tem pecado, não fala o que é verdadeiro, mas falso.

Latim

Can. 6. Item placuit, quod ait sanctus Ioannes Apostolus: “Si dixerimus, quia peccatum non habemus, nos ipsos seducimus, et veritas in nobis non est” [1 Io 1,8]: quisquis sic accipiendum putaverit, ut dicat propter humilitatem oportere dici, nos habere peccatum, non quia vere ita est, anathema sit. Sequitur enim Apostolus et adiungit: “Si autem confessi fuerimus peccata nostra, fidelis est et iustus, qui remittat nobis peccata et mundet nos ab omni iniquitate” [1 Io 1,9]. Ubi satis apparet, hoc non tantum humiliter, sed etiam veraciter dici. Poterat enim Apostolus dicere: “Si dixerimus: non habemus peccatum, nos ipsos extollimus, et humilitas in nobis non est“. Sed cum ait: Nos ipsos decipimus, et veritas in nobis non est: satis ostendit eum, qui se dixerit non habere peccatum, non verum loqui, sed falsum.

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