DH 2390
(§ 6 ou 25) Para que no futuro seja totalmente banida qualquer ocasião de erro e todos os filhos da Igreja católica aprendam a escutar esta Igreja, não apenas calando (pois também os ímpios ficam calados nas trevas [cf. 1 Sm 2,9]), mas obedecendo inclusive com obséquio interior, que é a verdadeira obediência do homem ortodoxo: Nós, com esta nossa Constituição, que terá vigor para sempre, definimos, declaramos, decretamos e ordenamos em virtude da mesma autoridade apostólica, que com o silêncio obsequioso não se satisfaz de modo algum à obediência que é devida às constituições apostólicas anteriormente insertas; mas que o sentido condenado nas cinco proposições antes referidas do livro de Jansênio, que as palavras manifestam, como o manifestam, deve ser afastado e condenado como herético por todos os fiéis cristãos, não só com a boca mas também com o coração; e que não se pode de modo lícito subscrever a referida fórmula com nenhuma outra intenção, sentimento ou convicção, de tal modo que aqueles que, em relação a todas e a cada uma destas coisas, pensarem, sustentarem ou pregarem, ensinarem ou afirmarem por palavra ou escritos, algo diferente ou contrário, estejam absolutamente sujeitos, como transgressores das supraditas constituições apostólicas, a todas as suas censuras e penas e a cada uma singularmente. 8 set. 1713 Arnauld, publicou em Paris, em 1671 a obra Abregé de des 4 Evangélistes. Em 1867 publicou um complemento: de l’ Apocalypse. A obra repetidamente impressa e ampliada français avec des reflexions morales sur chaque verset. Esta Noailles, pediu correção. Mas também a edição de 1699 foi de 13 jul. 1708 (BullTau 21, 327b-329a), proibiu a obra junto aos jansenistas, o Papa, por pedido expresso do rei Luís condenou formalmente o livro de Quesnel e 101 proposições com 17 assembléias de teólogos e 23 de cardeais, considerou a de 1699. Das proposições que se encontram só em uma o ano da edição. apelo ao Papa para um concílio geral e foram por isto officii” de 28 ago. 1718 (tornada pública em 8 set.), que Inocêncio XIII (decreto de 8 jan. 1722), Bento XIII (Sínodo christiani orbis” de 16 out. 1756) sublinharam o valor da era sempre contestada. Cf. a obra publicada anonimamen- 14 jan. 1737, Theologia supplex coram Clemente XII Pontífice explicationem atque intelligentiam rogans (Colônia 1736), 27 66 69 76 82 84s 98 101. 532 e algumas proposições de Quesnel: In evangelium 24) [para a proposição 27s]; Enchiridion 117 (PL 40, 287 / Sanctorum 8, n. 13 (PL 44, 970) [para a propos. 17]; propos. 13]; mas não se deve atribuir à doutrina de Agostinho e Jansênio. 21, 568a-574a / BullLux 8, 119a-121b / Viva 2, 1ss / 1701-1721 [ed. anônima como Opera omnia] (Frankfurt/M. de Pasquier Quesnel
(§ 6 vel 25). Ut quaevis imposterum erroris occasio penitus praecidatur, atque omnes catholicae Ecclesiae filii Ecclesiam ipsam audire, non tacendo solum (nam et impii in tenebris conticescunt [cf. 1 Sm 2,9]), sed et interius obsequendo, quae vera est orthodoxi hominis oboedientia, condiscant: hac Nostra perpetuo valitura constitutione, oboedientiae, quae praeinsertis Apostolicis constitutionibus debetur, obsequioso illo silentio nequaquam satisfieri; sed damnatum in quinque praefatis propositionibus Ianseniani libri sensum, quem illarum verba prae se ferunt, ut praefertur, ab omnibus Christi fidelibus ut haereticum, non ore solum, sed et corde reici ac damnari debere; nec alia mente, animo aut credulitate supradictae formulae subscribi licite posse, ita ut, qui secus aut contra quoad haec omnia et singula senserint, tenuerint, praedicaverint, verbo vel scripto docuerint aut asseruerint, tamquam praefatarum Apostolicarum constitutionum transgressores omnibus et singulis illarum censuris et poenis omnino subiaceant, eadem auctoritate Apostolica decernimus, declaramus, statuimus et ordinamus. 2400-2502: Constituição “Unigenitus Dei Filius”, Pasquier Quesnel, guia dos jansenistas depois de Antônio la morale de l’Évangile, ou Pensées chretiennes sur le texte Abrégé de la morale des Actes, des Epîtres canoniques, recebeu em 1693 novo título: Le Nouveau Testament en obra continha erros tão evidentes que o arcebispo de Paris, criticada. Clemente XI, no Breve “Universi dominici gregis” de Quesnel. Já que a proibição não teve conseqüências XIV da França, na Constituição “Unigenitus Dei Filius”, tiradas dela. Esta condenação, cuidadosamente preparada tanto a edição de 1693 (apresentando o texto em latim) como das duas edições, a Constituição ao designar as fontes indica Alguns bispos da França, amigos de Quesnel, fizeram excomungados por Clemente XI com a Bula “Pastoralis confirmou os precedentes decretos contra os jansenistas. de Roma de 1725) e Bento XIV (Encíclica “Ex omnibus Constituição “Unigenitus Dei Filius”, já que a sua autoridade te por Jacques-Hyacinthe Serry OP e posta no Índex em Máximo Clementinae Constitutionis “Unigenitus Dei Filiu” na qual entre outras coisas se defendem as proposições Sem dúvida há semelhanças entre afirmações de Agostinho Ioannis tractatus, III, 8 (PL 35, 1399 / CpChL 36 [1954] CpChL 46 [1969] 112) [para a propos. 45]; De praedestinatione De correptione et gratia 14, n. 43 (PL 44, 942) [para a uma autoridade sem limites, como afirmam Calvino, Baio Ed.: DuPlA 3/II, 462-474 (com o texto francês) / BullTau Clemente XI, Bullarium complectens Bullas … annorum 1729) 325-332. Erros jansenistas