Denzinger · DH 2543

DH 2543

(1) Chegou …, faz pouco tempo, aos nossos ouvidos, que alguns confessores destas partes, que se deixam levar por uma falsa aparência de zelo, mas que do zelo segundo a ciência [cf. Rm 10,2] se afastaram bem longe, começaram a instituir e a introduzir uma praxe de certo modo perversa e funesta no ouvir as confissões dos fiéis e no administrar o salutar sacramento da penitência: a saber, se por acaso encontram penitentes que têm um sócio na culpa, comumente procuram conhecer, pelos próprios penitentes, o nome de tal sócio ou cúmplice e tentam induzi-los a revelá-lo, não só com a persuasão, mas, coisa ainda mais detestável, propriamente os constrangem e obrigam, ameaçando até negar a 550 absolvição sacramental se não o revelarem; e exigem que lhes seja indicado do mesmo cúmplice não só o nome, mas também o lugar de residência; e não hesitam seja em mascarar tal intolerável imprudência com o ilusório pretexto de corrigir o cúmplice e de propiciar outros bens, seja em defendê-la com algumas mendigadas opiniões de doutores, enquanto na verdade, ao seguir tais opiniões falsas e errôneas ou usurpando-as como verdadeiras e sãs, procuram o dano para si mesmos e para as almas dos penitentes e, além disso, se tornam réus diante de Deus, eterno juiz, de muitos e graves danos dos quais deveriam ter previsto que facilmente se seguiriam disso. …

Latim

(1) Pervenit … haud ita pridem ad aures Nostras, nonnullos istarum partium confessarios falsa zeli imagine seduci se passos, sed a zelo secundum scientiam [cf. Rm 10,2] longe aberrantes, perversam quandam et perniciosam praxim in audiendis Christi fidelium confessionibus et in saluberrimo paenitentiae sacramento administrando invehere atque introducere coepisse: ut videlicet, si forte in paenitentes incidissent socium criminis habentes, ab iisdem paenitentibus socii huiusmodi seu complicis nomen passim exquirerent, atque ad illud sibi revelandum non inducere modo suadendo conarentur, sed quod detestabilius est, denuntiata quoque, nisi revelarent, absolutionis sacramentalis negatione prorsus adigerent atque compellerent; immo etiam complicis eiusdem nedum nomen, sed habitationis insuper locum sibi exigerent designari; quam illi quidem intolerandam imprudentiam tum procurandae complicis correctionis aliorumque bonorum colligendorum specioso praetextu colorare, tum emendicatis quibusdam doctorum opinionibus defendere non dubitarent; cum revera opiniones huiusmodi vel falsas et erroneas sequendo, vel veras et sanas male applicando, perniciem tam suis quam paenitentium animabus consciscerent, ac sese praeterea plurium gravium damnorum, quae inde facile consecutura fore praevidere debuerant, reos coram Deo aeterno iudice constituerent. …

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