DH 2593
Foi, portanto, talvez fanática – coisa horrível de se dizer – a mesma voz de Cristo que prometeu a Pedro as chaves do reino dos céus juntamente com o poder de ligar e de desligar [Mt 16,19] …? Ou devem talvez chamar-se fanáticos os tantos, e tantas vezes repetidos, solenes decretos dos Papas e dos Concílios, com os quais foram condenados aqueles que negavam que, no bem-aventurado Pedro, príncipe dos Apóstolos, o seu sucessor, o Pontífice Romano foi constituído por Deus cabeça visível da Igreja e vigário de Jesus Cristo, e que lhe foi confiado o pleno poder para governar a Igreja, e que a ele, por todos os que são chamados com o nome de cristãos, é devida verdadeira obediência; e que o poder do primado, que recebe por direito divino, é o que o torna superior aos outros bispos, não só pelo grau de honra mas também pela amplidão do poder supremo? Quanto mais deve ser deplorada a desconsiderada e cega temeridade de um homem que tenha procurado reavivar [os seguintes erros] … e tenha insinuado por meio de muitos equívocos:
An ergo, quod horribile dictu, fanatica fuerit vox ipsa Christi claves regni caelorum cum ligandi solvendique potestate Petro pollicentis [Mt 16,19] …? An fanatica dicenda tot sollemnia totiesque repetita Pontificum Conciliorumve decreta, quibus illi damnati sunt, qui negarent, in beato Petro Apostolorum principe successorem eius Romanum Pontificem constitutum a Deo caput Ecclesiae visibile ac vicarium Iesu Christi, ei regendae Ecclesiae plenam potestatem traditam, veramque ab omnibus qui christiani nomine censentur oboedientiam deberi; atque vim eam esse primatus, quem divino iure obtinet, ut ceteris episcopis non honoris tantum gradu, sed et supremae potestatis amplitudine antecellat? Quo magis deploranda est praeceps ac caeca hominis temeritas, qui … [sequentes errores] instaurare studuerit … ac per multas ambages insinuarit: