DH 2858
Ora, nos escritos mencionados do mesmo autor domina outra opinião que se opõe totalmente à doutrina e ao modo de sentir da Igreja católica. Com efeito, ele atribui à filosofia aquela liberdade que deve ser chamada, não liberdade da ciência, mas arbítrio da filosofia, totalmente reprovável e intole- 624 rável. Depois de ter introduzido, de fato, uma certa distinção entre o filósofo e a filosofia, atribui ao filósofo o direito e o dever de submeter-se à autoridade que ele mesmo reconheceu como verdadeira, mas à filosofia ele proíbe uma e outra coisa, a ponto de sustentar que, sem absolutamente ter em conta a doutrina revelada, ela <a filosofia> não deve e não pode jamais submeter-se a uma autoridade.
Nunc vero in memoratis eiusdem auctoris scriptis alia dominatur sententia, quae catholicae Ecclesiae doctrinae ac sensui plane adversatur. Etenim eam philosophiae tribuit libertatem, quae non scientiae libertas, sed omnino reprobanda et intoleranda philosophiae licentia sit appellanda. Quadam enim distinctione inter philosophum et philosophiam facta, tribuit philosopho ius et officium se submittendi auctoritati, quam veram ipse probaverit, sed utrumque philosophiae ita denegat, ut, nulla doctrinae revelatae ratione habita, asserat, ipsam numquam debere ac posse auctoritati se submittere.