DH 2895
Nem se envergonham de professar aberta e publicamente um dito e princípio do qual derivam tantas perversas sentenças e erros. De fato dizem que “o poder eclesiástico não é, por direito divino, distinto e independente do poder civil, e que não é possível manter essa distinção e independência, sem que a Igreja invada e usurpe os direitos essenciais do poder civil”. E não podemos calar da audácia dos que … pretendem “poder negar, sem pecado e sem dano da profissão católica, o assentimento e a obediência àqueles juízos e decretos da Sé Apostólica dos quais se declara que seu objeto visa o bem geral da Igreja, bem como seus direitos e disciplina – contanto que <este objeto> não se refira aos dogmas da fé e da moral.”…
Neque erubescunt palam publiceque profiteri haereticorum effatum et principium, ex quo tot perversae oriuntur sententiae atque errores. Dictitant enim “Ecclesiasticam potestatem non esse iure divino distinctam et independentem a potestate civili, neque eiusmodi distinctionem – et independentiam servari posse, quin ab Ecclesia invadantur et usurpentur essentialia iura potestatis civilis”. Atque silentio praeterire non possumus eorum audaciam, qui … contendunt “illis Apostolicae Sedis iudiciis et decretis, quorum obiectum ad bonum generale Ecclesiae eiusdemque iura ac disciplinam spectare declaratur, dummodo fidei morumque dogmata non attingat, posse assensum et oboedientiam detrectari absque peccato et absque ulla catholicae professionis iactura.” …