Denzinger · DH 297

DH 297

(Cap. 2) … A carne não diminuiu o que é próprio da divindade, a divindade não aniquilou o que é próprio da carne. O mesmo Cristo, de fato, tanto é sempiterno da parte do Pai quanto temporal da parte da Mãe, inviolável na sua força, passível na nossa fraqueza; na divindade da Trindade, de uma só e mesma natureza com o Pai e com o Espírito Santo, ao assumir o homem não de uma só substância, mas de uma só e mesma pessoa, de modo a ser rico na pobreza, onipotente na humilhação, impassível no sofrimento, imortal na morte. De fato, o Verbo não se transferiu na carne ou na alma com <apenas> alguma parte de si, já que a simples e imutável natureza da divindade é sempre toda em sua essência, sem perda ou aumento de si, e beatifica a natureza assumida destarte que a <natureza> glorificada permanece naquela que a glorifica. Mas por que deveria parecer inconveniente ou impossível que o Verbo e a carne e a alma sejam o único Jesus Cristo e o único Filho de Deus e do homem, se carne e alma, que são de natureza diferente, constituem uma única pessoa, também fora do caso da a encarnação do Verbo?… Por isso, nem o Verbo se mudou em carne, nem a carne no Verbo, mas ambas permanecem em um só, e um só é em ambas, não dividido pela diversidade, não confuso por causa da mistura, nem um da parte do Pai e outro da parte da mãe, mas o mesmo, em um modo da parte do Pai, antes de todo início, em outro da parte da mãe, ao fim dos séculos, para ser “mediador de Deus e dos homens, o homem Jesus Cristo” [1Tm 2,5], em quem habitasse “a plenitude da divindade corporalmente” [Cl 2,9]; pois é elevação de grau do assumido, não de quem assume, o fato de que “Deus o exaltou…” [Fl 2,9-11].

Latim

(c. 2) … Quod deitatis est, caro non minuit; quod carnis est, deitas non peremit. Idem enim et sempiternus ex Patre et temporalis ex matre, in sua virtute inviolabilis, in nostra infirmitate passibilis, in deitate Trinitatis cum Patre et Spiritu Sancto unius eiusdemque naturae, in susceptione autem hominis non unius substantiae, sed unius eiusdemque personae, ut idem esset dives in paupertate, omnipotens in abiectione, impassibilis in supplicio, immortalis in morte. Nec enim Verbum aut in carnem aut in animam aliqua sui parte conversum est, cum simplex et incommutabilis natura deitatis tota in sua sit semper essentia, nec damnum sui recipiens nec augmentum et sic adsumptam naturam beatificans, ut glorificata in glorificante permaneat. Cur autem inconveniens aut impossibile videatur, ut Verbum et caro atque anima unus Iesus Christus et unus Dei hominisque sit Filius, si caro et anima, quae dissimilium naturarum sunt, unam faciunt etiam sine Verbi incarnatione personam? … Nec Verbum igitur in carnem nec in Verbum caro mutata est, sed utrumque in uno manet et unus in utroque est, non diversitate divisus, non permixtione confusus, nec alter ex Patre, alter ex matre, sed idem aliter ex Patre ante omne principium, aliter de matre in fine saeculorum, ut esset “mediator Dei et hominum homo Iesus Christus”, [1 Tim 2,5], in quo habitaret “plenitudo divinitatis corporaliter” [Col 2,9], quia adsumpti, non adsumentis provectio est, quod “Deus illum exaltavit …” [Phil 2,9-11].

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