DH 3123
3. Daí que a transubstanciação ou conversão de toda a substância do pão na substância do corpo de nosso Senhor Jesus Cristo pode ser explicada da seguinte maneira: o corpo de Cristo, ao tornar-se substancialmente presente na Eucaristia, sustenta a natureza do pão, que deixa de ser substância pelo mero fato e sem outra mutação de si, porque já não está em si, mas em outro sustentante; e, portanto, permanece efetivamente a natureza de pão, mas acaba nela a razão formal de substância, e, por conseguinte, não são duas substâncias, mas uma só, a saber, a do corpo de Cristo.
3. Hinc transsubstantiatio seu conversio totius substantiae panis in substantiam corporis Christi Domini nostri explicari potest hac ratione, quod corpus Christi, dum fit substantialiter praesens in Eucharistia, sustentat naturam panis, quae hoc ipso et absque alia sui mutatione desinit esse substantia, quia iam non est in se, sed in alio sustentante; adeoque manet quidem natura panis, sed in ea cessat formalis ratio sub stantiae; et ideo non duae sunt substantiae, sed una sola, nempe corporis Christi.