DH 323
(Cap. 2) Também disponho seja afastada de todos os modos a temeridade, contrária à regra apostólica, que, segundo recém aprendi, alguns estão cometendo por ilícita usurpação. Mais exatamente: não se proclame em público, da penitência que os fiéis solicitam, a declaração escrita em documento referente ao gênero dos diversos pecados, porque basta que a culpa das consciências seja manifestada só aos sacerdotes em confissão secreta. Pois, embora pareça louvável uma plenitude de fé que, por temor de Deus, não receia enrubescer diante dos homens, todavia – já que não de todos são tais os pecados que os candidatos à penitência não receiem publicá-los –, seja removido um costume tão inaceitável, para não acontecer que muitos fiquem afastados do remédio da penitência, ou porque se envergonham ou porque temem que sejam revelados aos seus inimigos fatos pelos quais poderiam ser punidos por disposição legal. É suficiente, pois, aquela 120 confissão que é feita primeiramente a Deus e depois também ao sacerdote, o qual intervém como intercessor pelas faltas dos penitentes. Com efeito, só então muitos poderão ser levados à penitência, se a consciência do penitente não for tornada pública aos ouvidos do povo. ou fim do séc. V antiga, também Statuta antiqua Orientis. Os cânones desta com as Constitutiones Apostolorum. Não remontam ao pela metade ou ao fim do séc. V, na Gália Narbonense. sim a Genádio de Marselha e ao seu Liber Ecclesiasticorum – Études critiques (Bibliothèque de l’Institut de Droit [= *325] 95s [= *326-329] / apud Cesário de Arles, Opera Munier: CpChL 148 (1963) 164-166 181s / M. Andrieu, Les 24; Louvain 1951) 616s 617s (= Apêndice a Ordo Romanus / MaC 3, 949D-950D 950E-951C / HaC 1, 978CEda ordenação episcopal
(c. 2) Illam etiam contra apostolicam regulam praesumptionem, quam nuper agnovi a quibusdam illicita usurpatione committi, modis omnibus constituo submoveri. De paenitentia scilicet, quae a fidelibus postulatur, ne de singulorum peccatorum genere libello scripta professio publice recitetur, cum reatus conscientiarum sufficiat solis sacerdotibus indicari confessione secreta. Quamvis enim plenitudo fidei videatur esse laudabilis, quae propter Dei timorem apud homines erubescere non veretur, tamen quia non omnium huiusmodi sunt peccata, ut ea, qui paenitentiam poscunt, non timeant publicare, removeatur tam improbabilis consuetudo, ne multi a paenitentiae remediis arceantur, dum aut erubescunt aut metuunt inimicis suis facta reserari, quibus possint legum constitutione percelli. Sufficit enim illa confessio, quae primum Deo offertur, tum etiam sacerdoti, qui pro delictis paenitentium precator accedit. Tunc enim demum plures ad paenitentiam poterunt provocari, si populi auribus non publicetur conscientia confitentis. 325-329: “Statuta Ecclesiae Antiqua”, meados Estes estatutos são chamados, segundo a tradição mais coleção provêm de diversos sínodos e apresentam semelhança suposto IV Concílio de Cartago de 398, mas foram compostos, Não mais são supostos remontar a Cesário de Arles, mas dogmatum (cf. C. Munier, l. c. abaixo). Ed.: C. Munier, Les Statuta Ecclesiae Antiqua. Édition Canonique de l’Université de Strasbourg 5; Paris 1960) 75-78 omnia 2, ed. G. Morin (Maredsous 1942) 90s 95 / C. Ordines Romani du Haut Moyen-Age 3 (Spec. Sacr. Lov, XXXIV) / Bruns 1, 140s; 141 / PL 56, 879A-880B 887C-888A 979AB (= “IV Sínodo de Cartago”). – Reg.: ClPL 1776. O exame de fé antes