Denzinger · DH 3274

DH 3274

Quando o Filho eterno de Deus quis assumir, para redenção e dignificação do homem, a natureza humana e por este meio estabelecer com todo o gênero humano um conúbio místico, não o fez antes que sobreviesse o consentimento livre daquela que foi designada para mãe sua e que representava de certa forma o papel do gênero humano, segundo a luminosa e mui verdadeira sentença do Aquinate: “Pela anunciação se esperava o consentimento da Virgem como representando a inteira natureza humana” 1 . Em conseqüência disso não é menos verdadeiro e próprio afirmar que, daquele imenso tesouro de toda a graça que o Senhor trouxe – pois “a graça e a verdade veio a ser por Jesus Cristo” [Jo 1,17] –, nada se nos distribui senão por meio de Maria, porque assim Deus o quer; de modo que, como ninguém pode chegar ao sumo Pai senão pelo Filho, assim ninguém pode chegar a Cristo senão pela Mãe. …

Latim

Filius Dei aeternus, cum ad hominis redemptionem et decus, hominis naturam vellet suscipere, eaque re mysticum quoddam cum universo humano genere initurus esset conubium, non id ante perfecit, quam liberrima consensio accessisset designatae matris, quae ipsius generis humani personam quodammodo agebat, ad eam illustrem verissimamque Aquinatis sententiam: “Per annuntiationem exspectabatur consensus Virginis loco totius humanae naturae” 1 . Ex quo non minus vere proprieque affirmare licet, nihil prorsus de permagno illo omnis gratiae thesauro, quem attulit Dominus, siquidem “gratia et veritas per Iesum Christum facta est” [Io 1,17], nihil nobis, nisi per Mariam, Deo sic volente, impertiri; ut, quo modo ad summum Patrem nisi per Filium nemo potest accedere, ita fere nisi per matrem accedere nemo possit ad Christum. …

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