Denzinger · DH 3289

DH 3289

Ora, da necessidade de defender valorosamente a Sagrada Escritura não é preciso concluir que devem ser mantidas por igual todas as opiniões que emitiram, ao explicá-la, c a d a u m d o s P a d r e s ou os interpretes que lhes sucederam: pois ao explicar de acordo com a s i d é i a s d a é p o c a as passagens que tratavam de fenômenos físicos, talvez não sempre explicaram de acordo com a verdade, emitindo afirmações que hoje já não são tão aceitáveis. Por isso é mister discernir cuidadosamente, nas suas interpretações, o que ensinam como realmente pertencendo à fé ou intimamente ligado a ela, o que ensinam em consenso unânime; pois “no que não é necessário para a fé, os Santos podiam opinar de modo diverso, bem como nós” 1 , segundo a opinião de S. Tomás. O qual, em outro lugar, diz com a máxima prudência: “Parece-me mais seguro que

Latim

Quod vero defensio Scripturae sanctae agenda strenue est, non ex eo omnes aeque sententiae tuendae sunt, quas s i n g u l i P a t r e s aut qui deinceps interpretes in eadem declaranda ediderint: qui prout erant o p i n i o n e s a e t a t i s , in locis edisserendis, ubi physica aguntur, fortasse non ita semper iudicaverunt ex veritate, ut quaedam posuerint, quae nunc minus probentur. Quocirca studiose dignoscendum in illorum interpretationibus, quaenam reapse tradant tamquam spectantia ad fidem aut cum ea maxime copulata, quaenam unanimi tradant consensu; namque “in his quae de necessitate fidei non sunt, licuit Sanctis diversimode opinari, sicut et nobis” 1 , ut est S. Thomae sententia. Qui et alio loco prudentissime habet: “Mihi videtur tutius esse, huiusmodi, quae

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