Denzinger · DH 3288

DH 3288

Quanto ao acertado desta regra, é preciso considerar primeiro que os autores sagrados, ou, mais exatamente, “o Espírito de Deus que por eles falava não queria ensinar aos homens essas coisas (a saber, a constituição íntima das coisas sensíveis), que não aproveitam para a salvação” 1 ; por isso, mais que procurar uma precisa investigação da natureza, descrevem e tratam ocasionalmente essas coisas quer por algum modo de metáfora, quer como costumava fazer a linguagem comum daquele tempo, e ainda hoje costuma, a respeito de muitas coisas da vida cotidiana, inclusive entre os cientistas mais eruditos. Ora, como a linguagem popular exprime pri- , meira e propriamente o que cai sob os sentidos, não doutro modo o autor sagrado (como observou também o Doutor Angélico) “descreve a coisa que aparece aos sentidos” 2 , ou seja, o que o próprio Deus, ao falar aos homens, expressou de modo humano, para ser por eles entendido.

Latim

De cuius aequitate regulae in consideratione sit primum, scriptores sacros seu verius “Spiritum Dei, qui per ipsos loquebatur, noluisse ista (videlicet intimam adspectabilium rerum constitutionem) docere homines, nulli saluti profutura” 1 ; quare eos, potius quam explorationem naturae recta persequantur, res ipsas aliquando describere et tractare aut quodam translationis modo aut sicut communis sermo per ea ferebat tempora hodieque de multis fert rebus in quotidiana vita ipsos inter homines scientissimos. Vulgari autem sermone cum ea primo proprieque efferantur, quae cadant sub sensus, non dissimiliter scriptor sacer (monuitque et Doctor Angelicus) “ea secutus est, quae sensibiliter apparent” 2 seu quae Deus ipse, homines alloquens, ad eorum captum significavit humano more.

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