Denzinger · DH 3352

DH 3352

Nisto, porém, não está tudo. Cristo impera não só em virtude de um d i r e i t o n a t ivo , por ser o Unigênito de Deus, mas também por um <direito> 725 a d q u i r i d o . Pois ele “arrancou-nos do poder das trevas” [Cl 1,13] e “deu-se a si mesmo em redenção por todos” [1Tm 2,6]. Portanto, “povo adquirido” [1Pd 2,9] para ele tornaram-se não somente os católicos e quantos receberam validamente o batismo, como também os homens todos e cada um. … Tratando do assunto, Santo Tomás indica por que e como os infiéis estão sujeitos ao poder e à soberania de Jesus Cristo. Quando, de fato, se pergunta se seu poder de juiz se estende ou não a todos os homens, e tendo respondido que “o poder judicial deriva do poder régio”, conclui com clareza: “Todas as coisas estão sujeitas a Cristo quanto ao poder, mesmo se não lhe estão sujeitas quanto ao exercício do poder” 1 . Este seu poder e domínio sobre os homens, Cristo o exerce pela verdade, pela justiça e, sobretudo, pela caridade. Jesus como objeto de devoção

Latim

Neque tamen sunt in hoc omnia. Imperat Christus non i u r e tantum n a t i v o , quippe Dei Unigenitus, sed etiam q u a e s i t o . Ipse enim “eripuit nos de potestate tenebrarum” [Col 1,13] idemque “dedit redemptionem semetipsum pro omnibus” [1 Tim 2,6]. Ei ergo facti sunt “populus acquisitionis” [1 Pt 2,9] non solum et catholici et quotquot christianum baptisma rite accepere, sed homines singuli et universi. … Cur autem ipsi infideles potestate dominatuque Iesu Christi teneantur, causam sanctus Thomas rationemque edisserendo docet. Cum enim de iudiciali eius potestate quaesisset, num ad homines porrigatur universos, affirmassetque “iudiciaria potestas consequitur potestatem regiam”, plane concludit: “Christo omnia sunt subiecta quantum ad potestatem, etsi nondum sunt ei subiecta quantum ad exsecutionem potestatis” 1 . Quae Christi potestas et imperium in homines exercetur per veritatem, per iustitiam, maxime per caritatem. O Sacratíssimo Coração de

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