DH 3375
Ora, o desejo de Jesus Cristo e da Igreja, de que todos os fiéis cristãos diariamente tenham acesso ao sagrado convívio, está presente principalmente nisto, que os fiéis cristãos, unidos com Deus pelo sacramento, daí recebam vigor para reprimir o libido, purificar-se dos pecados leves que ocorrem no cotidiano e fiquem precavidos contra os pecados graves, aos quais a natureza humana está exposta; mas não principalmente para que seja considerada a honra e a veneração do Senhor, nem para que aos que a recebem sirva como que de salário ou prêmio por suas virtudes. Daí que o sagrado Concílio de Trento chama a Eucaristia de “antídoto pelo qual somos libertados das culpas cotidianas e preservados dos pecados mortais” [*1638].
… Desiderium vero Iesu Christi et Ecclesiae, ut omnes Christifideles quotidie ad sacrum convivium accedant, in eo potissimum est, ut Christifideles per sacramentum Deo coniuncti robur inde capiant ad compescendam libidinem, ad leves culpas quae quotidie occurrunt abluendas, et ad graviora peccata, quibus humana fragilitas est obnoxia, praecavenda: non autem praecipue, ut Domini honori ac venerationi consulatur, nec, ut sumentibus id quasi merces aut praemium sit suarum virtutum. Unde S. Tridentinum Concilium Eucharistiam vocat “antidotum, quo liberemur a culpis quotidianis et a peccatis mortalibus praeservemur” [*1638]. …