Denzinger · DH 3481

DH 3481

O sentimento religioso, que por imanência vital surge dos esconderijos do subconsciente, é pois o gérmen de toda a religião e a razão de tudo o que tem havido e ainda haverá em qualquer religião. … Nesse sentimento, dizem, que tantas vezes já mencionamos, precisamente porque é sentimento e não conhecimento, Deus de fato se apresenta ao homem, mas de modo tão confuso que em nada ou mal se distingue do próprio crente. Faz-se, pois, mister lançar algum raio de luz sobre aquele sentimento, de maneira que Deus se apresente fora e distinto do crente. Ora, isto é obra da inteligência, à qual somente cabe o pensar e o analisar, e por meio da qual o homem a princípio traduz em representações mentais os fenômenos de vida que nele aparecem e depois os manifesta com expressões verbais. Segue-se daí esta amplamente divulgada expressão dos modernistas: o homem religioso deve pensar à sua fé. …

Latim

Religiosus igitur sensus, qui per vitalem immanentiam e latebris subconscientiae erumpit, germen est totius religionis ac ratio pariter omnium, quae in religione quavis fuere aut sunt futura. … [601] In sensu illo, inquiunt, quem saepius nominavimus, quoniam sensus est, non cognitio, Deus quidem se homini sistit; verum confuse adeo ac permixte, ut a subiecto credente vix aut minime distinguatur. Necesse igitur est aliquo eundem sensum collustrari lumine, ut Deus inde omnino exiliat ac secernatur. Id nempe ad intellectum pertinet, cuius est cogitare et analysim instituere; per quem homo vitalia phaenomena in se exsurgentia in species primum traducit, tum autem verbis significat. Hinc vulgata modernistarum enuntiatio: debere religiosum hominem fidem suam cogitare. …

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