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Alguns modernistas, que se dedicam à história, parecem extremamente preocupados em não passar por filósofos …, para que ninguém os julgue embe- 750 bidos de preconceitos filosóficos e para que pareçam, como dizem, completamente objetivos. Em verdade, porém, a sua história ou crítica não fala senão filosofia e as suas deduções procedem por bom raciocínio dos seus princípios filosóficos. … - Os t r ê s primeiros c â n o n e s desses tais h i s t o - r i a d o r e s o u c r í t i c o s , como dissemos, são aqueles mesmos princípios que acima deduzimos dos fi- - lósofos, isto é, o a g n o s t i c i s m o , o teorema da t r a n s f i g u r a ç ã o das coisas pela fé, e igualmente o outro, que Nos pareceu poder denominar-se o da d e s f i g u r a ç ã o . Examinemos já, em separado, as conseqüências.
[621] Modernistarum quidam, qui componendis historiis se dedunt, solliciti magnopere videntur, ne credantur philosophi …: ne scilicet cuipiam sit opinio, eos praeiudicatis imbui philosophiae opinationibus nec esse propterea, ut aiunt omnino obiectivos. Verum tamen est, historiam illorum aut criticen meram loqui philosophiam; quaeque ab iis inferuntur, ex philosophicis eorum principiis iusta ratiocinatione concludi. … Primi t r e s huiusmodi h i s t o r i c o r u m aut c r i t i c o r u m c a n o n e s , ut diximus, eadem illa sunt principia, quae supra ex philosophis attulimus: nimirum a g n o s t i c i s m u s , theorema de t r a n s f i g u r a t i o n e rerum per fidem, itemque aliud, quod de d e f i g u r a t i o n e [622] dici posse visum est. Iam consecutiones ex singulis notemus.